Quinta 09 Setembro 2010
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RADIOGRAFIA DO SETOR

Juros sob controle podem garantir patamares equilibrados de crescimento no setor

Não é hora, ainda, de abrir champanhe para comemorar, mas a crise está sob controle e o Brasil, segundo o Ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, vive em abril o melhor período da história na geração de empregos: em março, bateu novo recorde, com a criação de 266.415 postos. No trimestre foram gerados 657.259 novos empregos.

Durante o período de 2008, com as linhas de crédito e as taxas de inadimplência equilibradas, o mercado estava em pleno crescimento. A chegada da crise fez com que os bancos e financeiras trabalhassem com foco na diminuição do risco e na qualidade – ainda maior – de liberação do crédito. “Como nosso sistema financeiro tem bases muito sólidas, com graus de alavancagem diferenciados quando comparados ao mercado internacional, ele apresenta uma saúde que permitiu um ajuste rápido e a manutenção em patamares operacionais aceitáveis, tanto na concessão de crédito quanto na manutenção dos índices de inadimplência”, assegura o superintendente do Instituto GEOC, João Paulo de Mattos.  A contribuição das empresas de recuperação de crédito, segundo Mattos, foi fundamental para o restabelecimento da normalidade na economia do País. Não à toa: durante os últimos anos, essas empresas fizeram investimentos constantes em qualificação de recursos humanos e na disseminação intensa de inteligência em suas operações, utilizando tecnologias de última geração aliadas a sólidas experiências.  Com mais de 30 anos de atuação no mercado nacional e a parceria efetiva com bancos e financeiras, as maiores do segmento adotaram ações estruturadas e rápidas, buscando a estabilização durante o processo de crise mundial. Mattos observa: “Quando você tem os principais players do ciclo de crédito atuando de forma coordenada e com objetivos claros, os impactos são menores. Podemos dizer que entramos em 2010 com muito otimismo, porque a experiência da crise aproximou ainda mais as empresas de crédito e as empresas de recuperação de crédito e cobrança. As oportunidades de desenvolvimento conjunto e de criação de novos modelos é uma prática recorrente e tem balizado a retomada da normalidade. O setor saiu fortalecido com a superação da crise e mostrou que tem competência para transformar dificuldade em oportunidade.” Otimismo – O Brasil vive um momento muito importante com relação ao crescimento da economia e o crédito é fundamental para garantir essa escalada. O cenário é promissor quando se fala em crédito e cobrança. O Índice Nacional SCPC de Crédito ao Consumidor (INCC), baseado no movimento de consultas dos SCPCs e SPCs de todo o Brasil, atingiu 111,3 pontos em março, com variação positiva de 10,7% sobre igual período de 2009 e de 26,2% em relação ao mês anterior. O resultado indica que a recuperação do crédito e das vendas do varejo, iniciada a partir do segundo semestre do ano passado, está se consolidando. Atualmente com 1.800 empresas que faturam R$ 8,64 bilhões anuais, o setor de crédito e cobrança vivencia crescente aumento de demanda. A Associação Nacional das Empresas de Recuperação de Crédito (Aserc) projeta um crescimento de 30% no faturamento das empresas do setor em 2010, o que significaria receitas de R$ 10 bilhões.  A expansão nas linhas de crédito, por outro lado, não deve afetar a taxa de inadimplência, que se manterá inalterada. Pode haver aumento em termos de números absolutos, em função do aumento da massa de acesso ao crédito, mas, percentualmente, o índice de inadimplência não sofrerá aumento. Isso significa aumento de atividades e desenvolvimento do setor.  A recuperação de crédito é uma das principais contribuições das empresas de cobrança ao crescimento econômico do País, no qual se destaca a chamada nova "classe média". Esse novo contingente de consumidores e as lições aprendidas com a recente crise mostram que cautela, observação, inteligência e agilidade na correção de rumos são ingredientes essenciais no ciclo de crédito e cobrança.  O avanço econômico conta com a sustentabilidade da criação de empregos, que atingirá números recordes, segundo o Ministério do Trabalho e do Emprego. Somente neste ano serão criados 2,5 milhões de novos postos, superando a previsão inicial de 2 milhões. O número é o maior na história do Brasil e representa oportunidade de emprego formal para mais de 14 milhões de brasileiros em 8 anos.  “A inclusão de novos grupos de consumidores traz grandes oportunidades, mas, ao mesmo tempo, contribui para o surgimento de novos riscos, pois o comportamento desses, na aquisição, liquidação e inadimplência, pode comprometer as análises e formatações tanto na concessão de crédito quanto nas abordagens das empresas de cobranças”, avalia Mattos. “Se o momento é crítico, por outro lado também é pródigo em oportunidades: a integração plena entre as empresas de crédito e as de cobrança poderá garantir uma assimilação muito mais rápida do perfil, necessidades e características desse novo grupo de consumo. A estratégia vencedora, nesse novo cenário, deve contemplar o compartilhamento de informações e de competências especificas, tanto por parte das empresas de crédito quanto de cobrança. Assim, elas poderão desenvolver os modelos ideais de atuação em relação aos novos desafios do segmento.”   Outra tendência apontada por analistas é a concentração em diversos setores da economia. O movimento, mundial, não deve prejudicar a atuação financeira no Brasil: “Quando essas competências são unificadas por aquisições ou fusões o mercado passa, inevitavelmente, a exigir ainda mais das empresas de cobrança nos quesitos investimento, estrutura, qualificação e capacidade de adaptação a novos cenários e desafios. Portanto, com a constituição dessas superorganizações financeiras, as operações de crédito e cobrança se qualificaram e avançaram ainda mais na direção dos melhores resultados e performances”, avalia Mattos.

Bye, bye crise...Recordes superados – O desempenho do primeiro trimestre de 2010 supera em 19% o recorde anterior, de 554.440 postos de trabalho, no primeiro trimestre de 2008. O saldo de março é 29% maior que os 206.556 registrados em 2008, até então melhor marca da história.Salário – O Caged de março mostrou o crescimento do salário médio de admissão, que apresentou aumento real de 4,37% em relação ao mesmo trimestre de 2009, ao passar de R$ 782,53 em 2009, para R$ 816,70 em 2010.Juros – O ministro Carlos Lupi disse ser contrário à elevação dos juros pelo Banco Central, argumentando que o dinheiro fica “mais caro” e , consequentemente, o setor produtivo troca os investimentos pela especulação.(Fonte: Caged – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados - Assessoria de Imprensa do MTE)
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