Procura-se saber porquê se reduziu o impacto pela "terceirização" de empregos nos EUA. A India ultimamente não tem que olhar além de Arnherst, ao norte do estado de Nova York. Ali, uma empresa de cobrança de dívidas chamada Account Solutions Group (ASG) vendeu neste mês a ICICI OneSource, um site de terceirização de cobranças, em Mumbai na India.
A chegada de indianos em Arnherst é parte de várias grandes mudanças que sacodem o setor de cobranças de dívidas nos EUA. Tradicionalmente se encarregavam disto diminutas agências locais que ganham uma parte (ao redor do 25%) das dívidas que cobram para seus clientes bancos, hospitais, serviços e outros credores. Ao acumular os lares estadunidenses dívidas cada vez maiores e ao renunciar os bancos e outros financiadores a cobrar suas próprias dívidas porque as regulações federais e estaduais mais estritas, o tornaram mais custosos; os rendimentos do setor da cobrança de dívidas têm mais do que triplicado nos últimos dez anos, a cerca de US$ 16.500 milhões. O negócio é crescentemente açambarcado por um punhado de gigantes, tais como o NCO Group, que possui ações em Bolsa e que, depois de absorver mais de 20 rivais menores, agora emprega 22.000 pessoas.
Com esta concentração chegaram outras duas grandes mudanças. Primeiro, o setor começou a fusionar-se com o setor dos centros de telefonemas para serviços ao consumidor (Call Centers). Neste ano, Convergys, o maior operador de call centers do mundo, investiu US$ 68 milhões na compra de Encore Receivable Management, uma empresa com sede em Kansas. Depois a Vertex, uma empresa de call center britânica propriedade de United Utilities, comprou uma cobradora de dívidas chamada First Revenue Assurance dos EUA. As empresas de call centers querem somar a cobrança de dívidas a outros serviços que realizam para seus clientes porque se utiliza uma tecnologia informática similar.
A segunda grande mudança é que, tal como no setor de Call Centers, parte do negócio começou a transladar-se ao exterior: a NCO emprega uns 500 cobradores na India. Isto se deve a que os clientes, especialmente os bancos, querem reduzir custos. Mas também se deve ao fato que as agências de cobranças vêem novas oportunidades para obter ganhos. Custa demasiado caro cobrar dívidas de US$ 500 ou menos usando trabalhadores estadunidenses; ICI- CI OneSource pensa que se pode fazer de modo rentável desde a India.
Proliferaram as dívidas pequenas com a explosão do crédito a estadunidenses com menos capacidade de pagamento e com o crescimento de novos tipos de financiadores. Michael Ginsberg, da Kaulkin Ginsberg, uma consultora que assessorou a ASG em sua venda, pensa que um terço do crescimento futuro do setor poderia dar-se na India, Canadá, México e o Caribe.
Poucos querem cobrar:
Devido ao apetite aparentemente inesgotável dos estadunidenses por endividar-se, Ginsberg ainda prediz um crescimento do emprego do setor da cobrança de dívidas no país, se é que as agências podem atrair novos trabalhadores. Ocorre que poucos estadunidenses parecem gostar de pressionar seus compatriotas para que paguem dívidas de cartões de crédito ou contas hospitalares que não podem solver (um hospital, por exemplo, contratou uma agência de cobrança de dívidas para obrigar um homem que atendeu por uma ferida de bala, a pagar sua dívida, devido a uma fracassada tentativa de suicídio).
Cerca de 75% dos novos empregados contratados pelo setor de cobrança de dívidas renúncia apenas três meses de seu início. "É muito complexo contratar nos Estados Unidos", diz Ginsberg. Em Amherst, uma empresa indiana pensa fazer um grande esforço para conseguí-lo.
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Serasa.
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