A inadimplência tanto de pessoas fÃsicas quanto de pessoas jurÃdicas apresentou alta nos primeiros seis meses deste ano na comparação com o mesmo perÃodo do ano passado, segundo dados da Serasa.
Para a Serasa, o maior endividamento e as altas taxas de juros são as principais responsáveis pelos altos Ãndices.
Junho
No mês passado, o indicador Serasa de Inadimplência da Pessoa FÃsica teve queda de 3% na comparação com maio deste ano. Porém, a inadimplência de consumidores registrou alta de 15,9% ante junho de 2004.
Segundo a Serasa, a maior contribuição para a inadimplência da pessoa fÃsica veio dos cheques sem fundos, das dÃvidas com cartões de crédito e financeiras e dos registros das dÃvidas com os bancos.
Já o Indicador Serasa de Inadimplência da Pessoa JurÃdica registrou queda de 3,2% em junho frente a maio. Na comparação com o mesmo mês de 2004, o aumento foi de 18,4%.
Segundo semestre
Para o segundo semestre, a Serasa espera que a possÃvel mudança na trajetória da taxa básica de juros (Selic) deva trazer impacto positivo para a atividade econômica, ao aliviar as finanças das empresas e reduzir a inadimplência. A Serasa afirma, porém, que o cenário econômico pode sofrer efeitos da crise polÃtica.
Os empresários brasileiros sustentam a disposição de realizar investimentos este ano, a despeito da turbulência polÃtica e da maior austeridade monetária a partir de setembro do ano passado.
A economia brasileira cresceu 1,4% no segundo trimestre de 2005, em relação ao primeiro trimestre deste ano, informou hoje o IBGE. No primeiro semestre do ano o PIB subiu 3,4% em relação ao mesmo perÃodo de 2004.
Na comparação com o segundo trimestre de 2004, o crescimento foi de 3,9%. No acumulado em quatro trimestres, a taxa ficou em 4,3%, quando comparada aos quatro trimestres imediatamente anteriores.
A dilatação nos prazos de pagamento pelas varejistas e a guerra de preços entre os fabricantes de eletroeletrônicos tentaram os consumidores. As vendas de DVDs, cujas prestações já estão mais acessÃveis aos consumidores de renda mais baixa, continuam explodindo, com um crescimento de 122,5% no primeiro semestre se
comparadas a igual perÃodo de 2004.
As operações de arrendamento mercantil (leasing) não param de crescer. No primeiro semestre, o volume de operações somou R$ 8,5 bilhões, um crescimento de 70,17% em relação ao mesmo perÃodo do ano passado, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Leasing (Abel) divulgados ontem.
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