A economia brasileira cresceu 1,4% no segundo trimestre de 2005, em relação ao primeiro trimestre deste ano, informou hoje o IBGE. No primeiro semestre do ano o PIB subiu 3,4% em relação ao mesmo perÃodo de 2004.
Na comparação com o segundo trimestre de 2004, o crescimento foi de 3,9%. No acumulado em quatro trimestres, a taxa ficou em 4,3%, quando comparada aos quatro trimestres imediatamente anteriores.
A indústria foi o principal responsável pela alta do PIB do segundo trimestre na comparação com o primeiro trimestre deste ano, com destaque alta de 3%, contra 1,1% da agropecuária e 1,2% dos serviços.
Na comparação com o segundo trimestre do ano passado, o PIB do segundo trimestre mostrou a indústria em crescimento de 5,5%, seguido da agropecuária (3,2%) e serviços (2,5%).
Consumo das famÃlias
O consumo das famÃlias cresceu em todas as bases de comparação, segundo os dados divulgados pelo IBGE. Segundo trimestre compardão com o trimestre anterior, houve expansão de 0,9%. Sobre igual trimestre de 2004, alta chegou a 3%.
No primeiro semestre, o consumo das famÃlias aumentou 3,1% sobre o mesmo perÃodo do ano passado e, no acumulado dos últimos quatro trimestres, cresceu 4,2%.
Investimentos
Os investimentos voltaram a crescer no segundo trimestre, após dois meses consecutivos de queda. Segundo o IBGE, a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, ou investimentos) do segundo trimestre aumentou 4,5% no segundo trimestre sobre o primeiro trimestre. Houve expansão também em relação ao segundo trimestre de 2004 (4%), no sexto aumento consecutivo sobre igual trimestre do ano anterior. Houve crescimento dos investimentos no acumulado do primeiro semestre (3,1%) e nos últimos quatro trimestres (8,6%).
Segundo o IBGE, um dos fatores que possibilitaram este forte resultado dos investimentos é o aumento das operações de crédito do sistema financeiro (19,2%) no perÃodo.
O QUE É O PIB?
O Produto Interno Bruto (PIB) representa o total de riquezas produzido num determinado perÃodo num paÃs. É o indicador mais usado para medir o tamanho da economia doméstica. No Brasil, o cálculo é realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e EstatÃstica (IBGE), órgão responsável pelas estatÃsticas oficiais, vinculado ao Ministério do Planejamento.
O cálculo do PIB leva em conta o acompanhamento de pesquisas setoriais que o próprio IBGE realiza ao longo do ano, em áreas como agricultura, indústrias, construção civil e transporte. O indicador inclui tanto os gastos do governo quanto os das empresas e famÃlias. Mede também a riqueza produzida pelas exportações e as importações.
O IBGE usa ainda dados de fontes complementares, como o Banco Central, Ministério da Fazenda, Agência Nacional de Telecomunicações e Eletrobrás, entre outras.
Os empresários brasileiros sustentam a disposição de realizar investimentos este ano, a despeito da turbulência polÃtica e da maior austeridade monetária a partir de setembro do ano passado.
A dilatação nos prazos de pagamento pelas varejistas e a guerra de preços entre os fabricantes de eletroeletrônicos tentaram os consumidores. As vendas de DVDs, cujas prestações já estão mais acessÃveis aos consumidores de renda mais baixa, continuam explodindo, com um crescimento de 122,5% no primeiro semestre se
comparadas a igual perÃodo de 2004.
As operações de arrendamento mercantil (leasing) não param de crescer. No primeiro semestre, o volume de operações somou R$ 8,5 bilhões, um crescimento de 70,17% em relação ao mesmo perÃodo do ano passado, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Leasing (Abel) divulgados ontem.
A inadimplência tanto de pessoas fÃsicas quanto de pessoas jurÃdicas apresentou alta nos primeiros seis meses deste ano na comparação com o mesmo perÃodo do ano passado, segundo dados da Serasa.
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