A dilatação nos prazos de pagamento pelas varejistas e a guerra de preços entre os fabricantes de eletroeletrĂŽnicos tentaram os consumidores. As vendas de DVDs, cujas prestaçÔes jĂĄ estĂŁo mais acessĂveis aos consumidores de renda mais baixa, continuam explodindo, com um crescimento de 122,5% no primeiro semestre se
comparadas a igual perĂodo de 2004.
Entre comprar uma geladeira e uma TV nova, os consumidores parecem dar preferĂȘncia Ă segunda opção. A demanda por eletrodomĂ©sticos de linha branca tambĂ©m cresceu, porĂ©m menos do que os percentuais na linha marrom. No primeiro semestre, as vendas de refrigeradores aumentaram 12% e as de lavadoras de roupa automĂĄticas, 7%.
Considerando a trĂȘs linhas - marrom, branca e portĂĄteis - as vendas do setor cresceram 16,3% na primeira metade do ano. Sem os DVDs, contudo, o aumento teria sido de 8%. Os fabricantes do aparelho entraram em guerra por um maior espaço nas gĂŽndolas.
"As vendas estão crescendo às custas dos preços", afirma Ronaldo Seron, diretor de vendas da JVC, que produz filmadoras, DVDs e som automotivo no Brasil. Segundo ele, para não perder volume, as marcas mais caras aproximaram-se das marcas intermediårias. A JVC começou o ano vendendo DVDs a R$ 429, mas rebaixou para R$ 399 e depois para R$ 379.
"As empresas se prepararam para produzir e vender mais neste ano. As importaçÔes de componentes sĂŁo feitas com trĂȘs, quatro meses de antecedĂȘncia", lembra Seron. NinguĂ©m quer perder agora um mercado que serĂĄ difĂcil recuperar no Natal.
Segundo Paulo Saab, presidente da Eletros, a dilatação nos prazos de pagamento também vem sustentando a demanda. No Brasil, o que importa é sempre o valor da prestação. Enquanto ela couber no bolso, o consumidor continuarå comprando.
A indĂșstria ainda espera por uma queda nos juros, diz Saab. A Eletros mantĂ©m a previsĂŁo de um crescimento nas vendas de 8% a 10% neste ano. Se confirmado, a produção deve alcançar pela primeira vez a marca de 40 milhĂ”es, ultrapassando o recorde de 35 milhĂ”es de peças de 1998.
Os empresĂĄrios brasileiros sustentam a disposição de realizar investimentos este ano, a despeito da turbulĂȘncia polĂtica e da maior austeridade monetĂĄria a partir de setembro do ano passado.
A economia brasileira cresceu 1,4% no segundo trimestre de 2005, em relação ao primeiro trimestre deste ano, informou hoje o IBGE. No primeiro semestre do ano o PIB subiu 3,4% em relação ao mesmo perĂodo de 2004.
Na comparação com o segundo trimestre de 2004, o crescimento foi de 3,9%. No acumulado em quatro trimestres, a taxa ficou em 4,3%, quando comparada aos quatro trimestres imediatamente anteriores.
As operaçÔes de arrendamento mercantil (leasing) nĂŁo param de crescer. No primeiro semestre, o volume de operaçÔes somou R$ 8,5 bilhĂ”es, um crescimento de 70,17% em relação ao mesmo perĂodo do ano passado, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Leasing (Abel) divulgados ontem.
A inadimplĂȘncia tanto de pessoas fĂsicas quanto de pessoas jurĂdicas apresentou alta nos primeiros seis meses deste ano na comparação com o mesmo perĂodo do ano passado, segundo dados da Serasa.
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