I2CREDIT Nº 7
Brasil: Apesar do juro alto, consumidores contraem mais dÃvidas
Ao mesmo tempo em que a Fecomercio detecta uma expansão da tomada de crédito em novembro, o nÃvel de inadimplência apresenta uma ligeira desaceleração, de 41% dos entrevistados em outubro para 39% este mês.
Por: Francisco Carlos de Assis e Célia Froufe - Estadão Online
São Paulo - As altas taxas de juros praticadas pelo comércio varejista não conseguiram impedir que os consumidores da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) contraÃssem um volume maior de endividamento em novembro. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio), 63% dos consumidores consultados contraÃram em novembro um volume maior de dÃvidas na comparação com outubro, quando a parcela dos entrevistados que encontrava-se endividada equivalia a 59%.
Já no confronto com novembro do ano passado, de acordo com a mesma pesquisa, a proporção dos consumidores endividados é menor. À época, 65% dos entrevistados informaram que estavam comprometidos com algum tipo de obrigação financeira.
A assessoria econômica da Fecomercio, no entanto, ressalta que, de qualquer forma, a PEIC continua a detectar um nÃvel elevado de consumidores endividados, principalmente se for considerado o alto custo das dÃvidas e o prazo médio bastante reduzido.
Inadimplência cai
Ao mesmo tempo em que a Fecomercio detecta uma expansão da tomada de crédito em novembro, o nÃvel de inadimplência apresenta uma ligeira desaceleração, de 41% dos entrevistados em outubro para 39% este mês. No entanto, a assessoria econômica da Fecomercio alerta que, mesmo diante da redução, o quadro é complexo em virtude de grande parte dos consumidores ainda estar inadimplente.
"Também, em novembro, 73% dos consumidores com dÃvida em atraso afirmaram acreditar poder quitar parcial ou totalmente as parcelas pendentes contra 67% em outubro", dizem os economistas da Fecomércio. Para eles, a proximidade das festas de fim de ano, a pequena melhora da renda e o incremento salarial relativo ao décimo terceiro justificam essa postura.
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