Quinta 09 Fevereiro 2012
Avanzado
BUSCA DE NOTAS AVANÇADO Palavra chave: Em: De: (MM/AA)Até: (MM/AA)Ordenar por:

I2CREDIT Nº 10

China: A reforma financeira na China

China: A reforma financeira na ChinaHoje a China é tema obrigatório seja na imprensa técnica ou não. Sua economia é responsável em grande parte pelo comércio mundial, sendo o destino de importantes investimentos nacionais e internacionais, ainda que os analistas acreditem que seu comportamento dependerá da eficácia das reformas necessárias para manter um crescimento estável.

Por: Martín Palladino Consultor Associado CMS Espanha
Bookmark and Share
Com a clara intenção de conhecer em primeira mão, a realidade da indústria de crédito e cobrança desse país, fui convidado, em outubro deste ano, a percorrê lo, visitando empresas de cobrança, agências e associações. Esta oportunidade será, sem dúvida, inesquecível devido ao momento histórico que a China vive hoje em todos os aspectos e pela valiosa contribuição obtida através da vivência de sua cultura.

Ao final da década de 70, a China iniciou uma etapa de importantes reformas em seu sistema econômico. Anteriormente, o modelo baseava se em um planejamento centralizado orientado ao cumprimento de metas. O mercado era controlado pelo Banco do Povo da China, órgão que desempenhava quase que exclusivamente as funções de Banco central e instituição financeira.

A reforma significou o fim do modelo de planejamento centralizado e a necessidade de novos atores. Começava assim um processo de descentralização que promoveu importantes mudanças, dando lugar a novas instituições e serviços financeiros especializados em diversos setores. Tal processo trouxe consigo inevitáveis falhas no acompanhamento necessário ao desenvolvimento de fatores chave para garantir um crescimento saudável e sustentável, o que resultou um uma grande quantidade de empréstimos irrecuperáveis junto ao sistema bancário.

Segundo Wu Jinglian, um dos mais importantes economistas chineses, a economia da China possui uma base de crédito muito frágil, resultado do modelo centralizado que causou: 1) Falta de definições quanto ao direito de propriedade, 2) Ausência de um sentido forte da proteção dos direitos, 3) Falta de garantias práticas nas transações de crédito, 4) Impunidade da inadimplência, e 5) Frágeis instituições de crédito e níveis de serviço ineficientes.

O serviço de crédito teve início nas instituições estatais e devido à grande demanda também entraram neste mercado as instituições privadas, seguidas pelas internacionais que vem se expandindo com certas restrições. Considerando que mais de 60% da população é oriunda das zonas rurais, uma das primeiras e mais importantes instituições estatais, foi a Rede de Cooperativas de Poupança e Crédito da China fundada nos anos 50, que apoiou substancialmente a reforma rural, além de oferecer serviços financeiros aos agricultores, contando mais de 42 mil filiais, 2400 confederações distritais e 280 mil postos de serviço.

O Mercado de Crédito

O desafio da Informação

Durante o período de reforma, houve um crescimento da concessão de crédito a empresas e pessoas físicas, antes menos desenvolvido, com o intuito de estimular a demanda e o crescimento da economia.

Um dos maiores desafios era e continua sendo o do acesso à informação para a tomada de decisões. A Internet tornou se um canal muito importante para muitas empresas em Beijing. Desde 2001, o portal "www.hd315.gov.cn", da Administração Municipal da Indústria e Comércio, permite verificar se uma empresa ou pessoa física possui restrições no "sistema de proteção ao crédito".



Shanghai foi a primeira cidade a implementar um sistema de crédito pessoal e em 1999 a primeira na qual se instalou uma empresa de avaliação de crédito. Os nomes de seus habitantes eram incorporados ao "sistema individual de serviço de informação ao crédito" quando estes solicitavam um empréstimo à rede bancária. Os bancos, empresas e outras instituições podiam acessar estes dados, a fim de conhecer os antecedentes de crédito de cada um, e tomar decisões em questão de segundos graças à Internet, procedimento este que antes levava semanas.

O Crédito pessoal

Em 1998, começaram a ser oferecidos empréstimos pessoais para a compra de automóveis, e desde então este serviço encontra se disponível em mais de 10 bancos de Shanghai. A partir desta época, a metade dos automóveis particulares foram adquiridos através de financiamento.

A General Motors, segundo fabricante estrangeiro de automóveis na China, depois da alemã Volkswagen, foi a primeiro a encaminhar ao governo uma solicitação para oferecer linhas de crédito. Em meados de 2004, Christian Weidemann, diretor da financiadora GM na China, afirmava que verificar o histórico de crédito dos clientes “...era como bancar o detetive privado em um país desprovido de base de dados de crédito centralizada...”. Além disso, é importante considerar que o salário médio nas regiões urbanas é de aproximadamente € 834 por ano e que as taxas de juros do governo são fixadas em no mínimo 5%, o que significa que as financiadoras não podem praticar taxas inferiores às dos bancos, como o incentivo “taxa 0% de financiamento”. Isto ocorre devido ao fato do governo chinês poder impor limites às transações das financiadoras.

No fim do ano 2000, os dois principais cartões de crédito chineses, o cartão Grande Muralha emitido pelo Banco da China com 2 milhões de usuários e o cartão Pacífico, emitido pelo Banco de Comunicações da China, anunciaram que uniriam forças e trabalhariam juntos. Estes números demonstram como, nesta época, o crédito pessoal era praticamente inexistente, considerando que em um país de mais de 1,3 bilhão de habitantes, havia apenas 2 milhões de cartões de crédito, o que equivaleria a 75.000 cartões em circulação na Espanha, o que está muito longe de representar a realidade, pois contando os cartões de crédito e de débito – o total de cartões no mercado espanhol chegava a 40 milhões em 1997 e nesta data a rede Corte Inglês possuía 3 milhões de cartões próprios.

Os Empréstimos irrecuperáveis

O grande número de empréstimos irrecuperáveis dos bancos estatais, não se deve apenas à falta de controle, vai além, tendo origem em problemas estruturais e históricos de funcionamento da economia chinesa. Entre eles, a pouca autonomia das instituições financeiras e os critérios políticos e não econômicos na concessão de empréstimos a empresas.
Os mais de U$S 500 bilhões de empréstimos incobráveis correspondem aos quatro bancos mais importantes e representam 50% da carteira total de incobráveis do mercado. A fim de dimensionar o impacto destes números é importante saber que a média internacional considerada crítica é de 10% de incobráveis, sendo que na China este indicador superava 25% em 2001.

Ainda assim, este indicador reflete uma queda, visto que em 1999 era de 39%, em 2000 de 28,8% e em 2001 de 25,37%. O governo definiu como objetivo reduzi lo a 15% antes do final de 2005, o que vem ocorrendo graças a um percentual de juros inferior a 1% para novos empréstimos, nos últimos anos.

Isto se deve seguramente a uma melhora na análise e exigências para a concessão de empréstimos, através de sistemas informatizados de controle e monitoramento, à deshabilitação de funcionários e ao descredenciamento de instituições financeiras com atividades não regulamentadas ou ilícitas e ao fortalecimento da supervisão e do controle por parte do Banco Central.

O Futuro

Considerando a relação existente entre o desenvolvimento do sistema financeiro e a evolução econômica do país, é imprescindível aprofundar a reforma financeira com o objetivo de resolver os desafios que ainda existem.

Para que o sistema financeiro possa acompanhar os novos desafios que a economia apresenta, os bancos empresariais estatais terão que encontrar uma solução à sua importante carteira de empréstimos irrecuperáveis e avançar em direção a uma fórmula realmente competitiva através de uma forte transformação. Além dos problemas atuais e dos temas financeiros que ainda darão trabalho, as conquistas alcançadas e o potencial do país, fazem com que alguns analistas prevejam que a China dominará o mercado financeiro da região.

Hong Kong Credit & Collection Management Association (HKCCMA)

“O crédito colaborou mil vezes mais para enriquecer a humanidade do que todas as minas de ouro do mundo. Exaltou o trabalho, estimulou a fabricação e levou o comércio para os mares”. Com esta famosa frase de Daniel Webster, a HKCCMA nos mostra para que fins foi criada.

A Hong Kong Credit & Collection Management Association (HKCCMA) foi oficialmente fundada em dezembro de 1999 e sua missão desde então consiste no esforço de preservação de um ambiente de crédito saudável na sociedade através da regulamentação, da manutenção e do desenvolvimento de padrões éticos elevados, profissionalismo e práticas dentro da indústria e entre seus profissionais.

Atualmente, muitas das empresas dedicadas ao sistema industrial da China, mantêm vínculos e associam se à HKCCMA, pois ainda não existe associação voltada a esta problemática, a nível nacional, o que no momento leva importantes representantes a se filiar à associação de Hong Kong e assim construir a evolução de um mercado incipiente e jovem, mas resultado de um país e cultura milenares.

O atual presidente da associação e de seu comitê executivo é Benedict Wong que tive a oportunidade de conhecer e com quem troquei idéias durante minha visita a seu escritório no centro de Hong Kong, em outubro deste ano. Wong acredita que a situação do crédito na China encontra se em fase embrionária, dando fortes indícios de crescimento sustentável, tornando se cada vez mais importante e no futuro desempenhará um papel fundamental no ciclo da economia e dos negócios.

A gestão da cobrança não é tarefa fácil. O tempo e os custos dos procedimentos representam longas etapas, em um caminho onde os resultados são muito incertos, e não é factível implementar os mecanismos que este mercado requer através da pura e simples aplicação direta de soluções provenientes de outros países.

Segundo Wong, a cobrança de dívidas de consumo como atividade começou nos últimos dois anos e o volume ainda está se estabelecendo. O país possui uma extensão muito difícil de cobrir e em muitas regiões a cobrança é feita cara a cara, em um território de 9,6 milhões de quilômetros quadrados. Atualmente, uma agência ou representação de gestão de cobrança necessita de no mínimo 2000 representantes em todo o país para uma cobertura mínima e poder prestar seus serviços.

O Crédito Empresarial

Wong considera que a inadimplência das carteiras empresariais é grave e existe um grande número de empresas dedicadas à elaboração de relatórios comerciais e cobrança deste tipo de dívida em particular. A inadimplência dos clientes físicos é menor, pois não é comum a concessão de crédito a eles sem garantia, e a emissão de cartões de crédito é muito recente, tendo tido início somente nos últimos anos.

A análise comercial é uma atividade bastante amadurecida, o que se reflete no aumento do número de agências de Credit Reporting na China. Tais instituições permitem obter dados financeiros da Administração para a Indústria e o Comércio em províncias / cidades / povoados determinados. A Internet é outro dos canais onde grande quantidade de informações desta atividade se concentra.

Cada vez mais, as empresas sobretudo multinacionais com escritórios, filiais e joint ventures na China, compreendem a importância do crédito e dos relatórios comerciais ao avaliar um negócio, uma linha de crédito, ao vender / comprar, ao fazer fusões ou ao concretizar aquisições. A perspectiva de negócio do crédito e o mercado da informação comercial são promissores.

Ultimas Notas

I2CREDIT Nº 10

Estruturação de um departamento de riscos

Estruturação de um departamento de riscosSão vários os aspectos a serem analisados pela diretoria de uma instituição financeira para criar um departamento, área ou unidade de controle e gestão de riscos.
Um deles refere se ao nível institucional no qual operará. Nas instituições pertencentes a um grupo deve se definir se a unidade de riscos (ou seja qual for o nome) operará em escala corporativa ou em cada departamento da corporação.

Por: Dr. Jorge Ambram Presidente executivo Instituto Latino-Americano de Riscos, S.A. Costa Rica.

Gestão de Riscos nos Mercados Emergentes

Gestão de Riscos nos Mercados EmergentesAinda que não exista um poder supranacional que exija que os mercados emergentes respeitem os orçamentos de administração de riscos definidos na Basiléia II, suas diretrizes obrigam e incentivam as autoridades dos países a se regularizarem.

Por: Jorge Ambram - www.actualidad.co.cr

Argentina: A concessão de empréstimos bancários ao setor privado cresceu 36% no ano

Argentina: A concessão de empréstimos bancários ao setor privado cresceu 36% no anoSegundo os dados do Banco Central, as linhas de crédito mais dinâmicas foram os empréstimos pessoais com um aumento superior a 70% e o de cartões de crédito com 59%.

Por: Fonte: www.infobae.com

Chile: Call e Contact Center: O grande valor dos clientes

Chile: Call e Contact Center: O grande valor dos clientesNo Chile, os call y contact centers se desenvolveram significativamente. Existe uma oferta cada vez maior de equipamento, serviço e consultoria; tudo para que as empresas possam delegar a especialistas o contacto com seus clientes e a gestão de seu relacionamento com eles. Chegou a tal grau a especialização que o país já exporta serviços de call e contact center para países como Estados Unidos e Espanha. No que se refere às vantagens para o negócio dos clientes, o desenvolvimento deste mercado no país durante os últimos anos e o valor agregado trazido pelos call e contact centers ao resultado final da operação das empresas, entrevistamos fornecedores de destaque da área, durante um café da manhã organizado pela Revista Gerência.

Por: Fonte: www.emb.cl/gerencia

Credit Where It's Not Due

Credit Where It's Not DueWhen the Senate Banking Committee holds its hearings today on regulation of Fannie Mae and Freddie Mac, members should keep foremost in mind the determination by a December Federal Reserve study that the secondary mortgage giants provide little or no benefit to homebuyers, while costing taxpayers billions.

Por: Howard Husock, The Wall Street Journal

Notas Destacadas

2012
CREDIT PERFORMANCE Nº 66
CREDIT PERFORMANCE Nº 65
2011
CREDIT PERFORMANCE Nº 64
CREDIT PERFORMANCE Nº 63
CREDIT PERFORMANCE Nº 62
CREDIT PERFORMANCE Nº 61
CREDIT PERFORMANCE Nº 60
CREDIT PERFORMANCE Nº 59
CREDIT PERFORMANCE Nº 58
CREDIT PERFORMANCE Nº 57
CREDIT PERFORMANCE Nº 56
CREDIT PERFORMANCE Nº 55
2010
CREDIT PERFORMANCE Nº 54
CREDIT PERFORMANCE Nº 53
CREDIT PERFORMANCE Nº 52
CREDIT PERFORMANCE Nº 51
CREDIT PERFORMANCE Nº 50
CREDIT PERFORMANCE Nº 49
CREDIT PERFORMANCE Nº 48
CREDIT PERFORMANCE Nº 47
CREDIT PERFORMANCE Nº 46
CREDIT PERFORMANCE Nº 45
2009
CREDIT PERFORMANCE Nº 44
CREDIT PERFORMANCE Nº 43
CREDIT PERFORMANCE Nº 42
CREDIT PERFORMANCE Nº 41
CREDIT PERFORMANCE Nº 40
CREDIT PERFORMANCE Nº 39
CREDIT PERFORMANCE Nº 38
CREDIT PERFORMANCE Nº 37
CREDIT PERFORMANCE Nº 36
CREDIT PERFORMANCE Nº 35
CREDIT PERFORMANCE Nº 34
CREDIT PERFORMANCE Nº 33
2008
CREDIT PERFORMANCE Nº 32
CREDIT PERFORMANCE Nº 31
CREDIT PERFORMANCE Nº 30
CREDIT PERFORMANCE Nº 29
CREDIT PERFORMANCE Nº 28
CREDIT PERFORMANCE Nº 27
2007
CREDIT PERFORMANCE Nº 26
CREDIT PERFORMANCE Nº 25
CREDIT PERFORMANCE Nº 24
CREDIT PERFORMANCE Nº 23
CREDIT PERFORMANCE Nº 22
2006
CREDIT PERFORMANCE Nº 21
CREDIT PERFORMANCE Nº 20
CREDIT PERFORMANCE Nº 19
CREDIT PERFORMANCE Nº 18
CREDIT PERFORMANCE Nº 17
CREDIT PERFORMANCE Nº 16
CREDIT PERFORMANCE Nº 15
CREDIT PERFORMANCE Nº 14
CREDIT PERFORMANCE Nº 13
CREDIT PERFORMANCE Nº 12
CREDIT PERFORMANCE Nº 11
CREDIT PERFORMANCE Nº 10
2005
CREDIT PERFORMANCE Nº 9
CREDIT PERFORMANCE Nº 8
CREDIT PERFORMANCE Nº 7
CREDIT PERFORMANCE Nº 6
CREDIT PERFORMANCE Nº 5
CREDIT PERFORMANCE Nº 4
CREDIT PERFORMANCE Nº 3
CREDIT PERFORMANCE Nº 2
CREDIT PERFORMANCE Nº 1

Ultima Revista

Dezembro 2011
Setembro 2011
Junho 2011
Março 2011
Dezembro 2010
Setembro 2010
Junho 2010
Março 2010
Dezembro 2009
Setembro 2009
Edições Anteriores Cadastre-se Anuncie na revista Se deseja anunciar em nossa revista, entre em contato com:
Madleine Sprocatti
madi@cmspeople.com
+ 55 (11) 3868 2883
+ 55 (11) 3865 7013
+ 55 (11) 9161 57 57
http://www.cmspeople.com/po/ http://www.cmseventos.com/po/

Consultas sobre serviços info@cmspeople.com
® CMS | Credit Management Solutions S.A. | Todos os direitos reservados

Mapa do Site | Contato

Osmosis Diseño y Comunicación