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Inflação no varejo de SP sobe 0,24% em janeiro

Inflação no varejo de SP sobe 0,24% em janeiroSÃO PAULO - O ÿndice de Preços no Varejo (IPV), calculado pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), subiu 0,24% em janeiro, frente a elevação de 0,19% em dezembro. A inflação do comércio do primeiro mês do ano também foi superior à taxa de 0,16% registrada em igual período de 2005. Estes dados foram divulgados ontem,pela assessoria da federação por meio de nota à imprensa.

Por: Publicado em: www.FinanceOne.com.br
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O grupo de combustíveis e lubrificantes foi, mais uma vez, o que apresentou maior elevação mensal de preços dentre os pesquisados, registrando aumento de 1,74% em relação a dezembro. No acumulado de 12 meses, este conjunto de preços também registra uma das maiores altas da pesquisa, ficando em 10,27%. Segundo a Fecomercio, a pressão foi motivada pela entressafra da cana-de-açúcar, que elevou os preços do álcool hidratado e do álcool anidro (misturado à gasolina).

"O aumento do preço do petróleo no mercado internacional motivou as duas principais altas de janeiro, a de combustíveis e lubrificantes e a de material de construção, este último em virtude de alguns materiais utilizarem como matéria-prima o petróleo", explicaram os assessores da federação.

O resultado apresentado pelo grupo de material de construção foi uma surpresa para a equipe da Fecomercio porque, segundo os assessores, o item não registrava uma variação positiva desde março do ano passado e finalizou janeiro com alta de 0,95%. Com elevação de 0,91%, o setor de eletrodomésticos passa pela recomposição de estoques no início de ano e tem seus preços pressionados também por ser um período em que são lançadas as novas linhas de produtos, que trazem acréscimo nos preços.

Supermercados

Os grupos de supermercados e feiras registraram altas de 0,10% e 0,46%, respectivamente. "As principais pressões nestes grupos ficaram por conta das altas de preços, principalmente, em verduras, tubérculos e frutas, em decorrência da entressafra", afirmaram os assessores. De acordo com eles, este é o caso de cereais (3,36%), tubérculos (5,41%), verduras (3,37%) e frutas (1,95%) vendidos em supermercados.

Nas feiras, estes produtos registraram as seguintes variações: verduras (5,35%), frutas (1,18%) e tubérculos (1,18%). Os preços das carnes (bovina e de frango) mantiveram a trajetória de queda iniciada após a descoberta de focos da febre aftosa no País. "Este fato fez com que o País sofresse no ano passado vários embargos e prejudicou o fluxo de exportações, o que contribuiu para o aumento de oferta no mercado interno", analisaram.

Os preços do produto em supermercados registraram redução de 2,85%, e nos açougues o índice foi de 3,72%. Já as aves registraram quedas de 5,70% nos açougues, de 7,73% nos supermercados e de 2,69% nas feiras livres. Em janeiro, os seguintes grupos apresentaram quedas em seus índices de preços: autopeças e acessórios (0,01%); vestuário, tecidos e calçados (0,24%); material de escritório (0,26%); óticas (0,31%) e açougues (4,80%).

Acumulado

O IPV acumula uma alta de 2,60% em 12 meses até janeiro. Este porcentual é resultado, principalmente, da variação mensal dos grupos de combustíveis e lubrificantes (1,74%), material de construção (0,95%), eletrodomésticos (0,91%), jornais e revistas (0,89%) e livrarias (0,85%).

Para os próximos meses, no entanto, os assessores econômicos da federação não têm expectativas de pressões significativas nos preços dos produtos. "Isso ocorre em virtude do vários fatores, dentre os quais vale ressaltar o câmbio estabilizado, que mantém o real valorizado frente ao dólar, e o reajuste de tarifas, que também não deverá registrar grande elevação ao longo deste ano", argumentaram.

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