Quinta 09 Fevereiro 2012
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China: China cresce 9,9% e já é 4ª maior economia

China: China cresce 9,9% e já é 4ª maior economiaPIB do país asiático atinge US$ 2,26 trilhões em 2005 e supera o da França e o da Inglaterra.
China ultrapassou a França e a Inglaterra e assumiu a quarta colocação entre as maiores economias do mundo, atrás de Estados Unidos, Japão e Alemanha.
O governo de Pequim anunciou oficialmente ontem que a economia cresceu 9,9% no ano passado e atingiu o valor de US$ 2,26 trilhões (18,23 trilhões de yuans).
A forte alta do PIB, aliada a uma ampla revisão de estatísticas, fez com que a China saltasse da sétima para a quarta posição no ranking em pouco mais de um mês.

Por: Fonte: Folha de São Paulo
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A expectativa para 2006 é que o crescimento continue próximo de 9%, o que aproximará a China da Alemanha, cujo PIB gira em torno de US$ 2,8 trilhões.

As exportações e os investimentos continuaram a ter um peso decisivo na escalada chinesa. As vendas externas registraram aumento de 28,4% e atingiram US$ 762 bilhões. As importações se expandiram em ritmo mais moderado, 17,6%, para US$ 660 bilhões.

Entre os desafios do governo para 2006 estará a redução do saldo comercial, que atingiu o recorde de US$ 102 bilhões em 2005. As autoridades chinesas temem que a manutenção do superávit neste patamar termine por justificar a adoção de medidas protecionistas contra seus produtos por outros países, especialmente os EUA.

Apesar da preocupação em relação ao superaquecimento da economia, os investimentos continuaram a crescer no ano passado e somaram US$ 1,1 trilhão, 25,7% acima do registrado em 2004. O valor equivale a 49% do PIB. No Brasil, o indicador é próximo de 20% do PIB.

Assim como o comércio exterior, o alto nível de investimentos também preocupa o governo. Desde o primeiro semestre de 2004 as autoridades tentam reduzir o ritmo da economia, temendo que ele provoque desequilíbrios e não se sustente no futuro.

O grande volume de investimentos pode levar à criação de capacidade de produção superior ao que o consumo interno e as exportações conseguem absorver. Se isso ocorrer, haverá uma redução brusca do nível de atividade econômica, para que a oferta de bens volte a se equiparar à demanda. Esse cenário é o que os economistas chamam de "hard-landing" -aterrissagem forçada.

O objetivo do governo para os próximos anos é reduzir a dependência do crescimento econômico em relação às exportações e aos investimentos.

A avaliação do Partido Comunista é que as vendas externas estão sujeitas aos humores da economia global e a pressões protecionistas, enquanto o investimento pode levar à superoferta.

Para modificar esse cenário, a meta é elevar o peso do consumo interno na formação do PIB, o que exigirá a redução da taxa de poupança dos chineses, uma das maiores do mundo.
No ano passado, o consumo interno de bens teve alta real de 12% e somou US$ 833,5 bilhões, o equivalente a 37% do PIB.

A renda disponível das famílias urbanas chinesas registrou aumento real de 9,6%, para US$ 1.300 ao ano. Na zona rural, onde vivem 60% dos chineses, a renda teve expansão menor, de 6,2% real, para US$ 400.

A crescente disparidade de renda entre o campo e a cidade e entre ricos e pobres é outro problema diante do governo chinês. O número de protestos na zona rural tem crescido a cada ano e o Partido Comunista busca caminhos para elevar o rendimento dos camponeses.

A redução da desigualdade é uma das principais metas do Plano Qüinqüenal para o período 2006-2010, que será aprovado no encontro do Congresso Nacional do Povo em março.

Revisão

A ascensão da China no ranking das maiores economias ganhou impulso em dezembro de 2005, quando o governo anunciou que o PIB do país era 16,8% maior do que se imaginava até então. A revisão estatística levou o país da sétima para a sexta posição, no lugar da Itália, em números de 2004.

Com o anúncio de ontem, a China ultrapassou a França e a Inglaterra, que tiveram expansão inferior a 2% no mesmo período.

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Por: Fonte: Valor Online

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Por: Fonte: O Globo

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Por: Adriana Cotias De São Paulo - Valor Online

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Por: Manuel Farias - Reuters

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