I2CREDIT Nº 15
Bancos ganham 582% mais com tarifa bancária
A receita com a prestação de serviços das instituições bancárias cresceu 582% entre 1994 e 2005, saltando de R$ 6 bilhões para 41 bilhões, segundo pesquisa divulgada ontem pelo Dieese, feita com os 50 maiores bancos do país, privados e públicos. Cifra mais do que suficiente para cobrir os gastos com pessoal do setor, que passaram de R$ 23 bilhões em 1994 para R$ 36 bilhões em 2005 , um acréscimo, portanto, de 56,5%. A inflação acumulada nesse mesmo período, medida pelo ICV/Dieese, foi de 168,9%
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Segundo o estudo, em 1994, ano da implantação do Plano Real, as tarifas bancárias representavam 26% das despesas com pessoal. Em 2005, esse percentual subiu para 102,3%.
No caso dos três principais bancos do país, esse relação taxa de serviços/despesas com pessoal fica mais evidente. Em 1994, as tarifas bancárias cobriam 53,4% dos gastos com pessoal do Itaú. No ano passado, esse percentual subiu para 191,8%. No Bradesco, a relação aumentou de 39% (1994) para 138,4% (2005). Em relação ao Banco do Brasil, esses valores aumentaram de 13,2% há 12 anos para 95,3% no ano passado. O campeão, no entanto, é o Banco BMG. Em 1994, as tarifas cobriam 20,3% dos custos de pessoal. Ano passado, esse valor elevou-se para 303,7%. "O BMG lucrou muito com a oferta de crédito consignado", disse a economista do Dieese, Ana Quitéria.
O estudo do Dieese mostra que os três principais bancos tiveram aumentos percentuais de receita consideráveis, decorrentes das tarifas bancárias, no período de 2001 a 2005. Em 2001, a receita do Banco do Brasil nesse setor era de R$ 3,637 bilhões. Em 2005, esse valor foi de R$ 7,045 bilhões, um aumento de 39,3%. Os maiores responsáveis por esse ganho foram o Plano Ouro e tarifas bancárias, que passaram de R$ 677 milhões em 2001 para R$ 2,023 bilhões no ano passado.
O mesmo levantamento mostra que, em 2001, a receita de serviços do Bradesco foi de R$ 2,690 bilhões, passando para R$ 5,281 bilhões em 2005. Contribui para isso os serviços de conta corrente do banco, que pularam de R$ 744 milhões para R$ 1,699 bilhão. Situação semelhante ocorreu com o Itaú. Há cinco anos, o banco arrecadava R$ 4,189 bilhões com as prestações dos serviços bancários, valor que aumentou para R$ 7,73 bilhões em 2005 - incremento de 32,8%. O cartão de crédito Itaú propiciou esse reajuste, pulando de R$ 1,101 bilhão em 2001 para R$ 1,904 bilhão em 2005.
Ana Quitéria lembrou que, desde 1995, quando houve desindexação de preços, os bancos se viram no direito de cobrar "o que bem entendessem" em suas tarifas bancárias. Ela defende que o Banco Central promova uma regulação dessas cobranças, para proteger as pessoas de renda mais baixa. "Esse impacto nas classes mais baixas é maior do que entre aqueles que ganham mais, contrariando as regras de impostos progressivos", criticou a economista.
A economista do Diesse acrescentou ainda que a arrecadação de Bradesco Itaú e Banco do Brasil obtida pela cobrança de serviços e tarifas bancárias representa 50% de todo montante arrecadado pelo setor financeiro brasileiro. "Quando três instituições dominam desta maneira o mercado, a concorrência fica prejudicada e quem acaba perdendo é o cliente".
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I2CREDIT Nº 15
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O mercado de cartões de benefícios, que movimenta cerca de R$ 14 bilhões por ano, está cada vez disputado. O Grupo VR anuncia hoje duas parcerias com federações das áreas de segurança privada e de empresas de limpeza, que devem aumentar sua base de cartões em 300 mil plásticos em 12 meses. Já a Visa Vale, que completou três anos este mês, fechou um acordo com o banco estadual paulista Nossa Caixa, que vai distribuir o cartão entre seus funcionários e clientes corporativos. A mineira Policard avança no mercado regional.
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