I2CREDIT Nº 15
Brasil: Cartões de benefícios movimentam R$ 14 bilhões e concorrência se acirra
O mercado de cartões de benefícios, que movimenta cerca de R$ 14 bilhões por ano, está cada vez disputado. O Grupo VR anuncia hoje duas parcerias com federações das áreas de segurança privada e de empresas de limpeza, que devem aumentar sua base de cartões em 300 mil plásticos em 12 meses. Já a Visa Vale, que completou três anos este mês, fechou um acordo com o banco estadual paulista Nossa Caixa, que vai distribuir o cartão entre seus funcionários e clientes corporativos. A mineira Policard avança no mercado regional.
Por: Publicado em www.fazenda.com.br
O mercado é dominado por quatro grandes companhias. Além da VR e da Visa Vale, há a francesa Sodexho Pass e a líder Ticket, do Grupo Accor. Juntas, detém 90% do mercado de cartões de benefícios do país, segundo um relatório da consultoria Partner. Só a Ticket, tem 44%.
Atrair pequenas e médias empresas é um dos caminhos para crescer neste mercado. Na Visa Vale, 90% da carteira de 30 mil companhias tem até 100 funcionários, informa seu presidente, Newton Neiva. A empresa busca clientes principalmente na rede dos bancos que são seus controladores: Bradesco, Banco do Brasil e Banco Real. Segundo Neiva, boa parte dos grandes clientes corporativos destes bancos já foram conquistados. Já no universo de pequenas e médias, ele diz que ainda há enorme potencial.
A estratégia da VR é diferente. O grupo prefere utilizar os acordos com federações nacionais para chegar a estas empresas, conta Carlos César Coutinho, diretor de negócios do grupo. A empresa anuncia hoje dois acordos, com a Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores (Fenavist) e com a Federação Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços de Limpeza e Conservação (Febrac).
Juntas, estas duas entidades representam 13 mil empresas, com 1,9 milhão de funcionários. Pelo acordo, as próprias federações farão um esforço de venda dos produtos VR (inicialmente os cartões de alimentação e refeição) para os associados.
Recentemente a VR fechou outros dois acordos com a Câmara de Comércio Americana de São Paulo, a Amcham, e com a Associação Comercial de São Paulo. Diferente das duas federações, estas parcerias prevêem apenas a divulgação dos produtos da VR para os associados.
A VR terminou no ano passado a migração dos velhos tíquetes em papel para os cartões. Para isso, investiu R$ 60 milhões em tecnologia nos últimos quatro anos. Para 2006, a meta é aumentar o faturamento em 10%. Se confirmada esta previsão com a da Visa Vale, as duas empresas deverão fechar o ano com faturamentos semelhantes. A VR também quer dobrar sua carteira de crédito consignado até o final do ano. Hoje, está em R$ 70 milhões. O produto é oferecido apenas para empresas privadas. Segundo Coutinho, diferente dos funcionários públicos e dos aposentados, no setor privado ainda há muito a crescer no empréstimo com desconto em folha.
Nos cartões de benefícios, para mostrar o potencial do mercado brasileiro, os executivos do setor citam o Plano de Alimentação do Trabalhador (PAT), programa social do governo federal criado há mais de 30 anos. Há 30 milhões de trabalhadores formais no país, dos quais cerca de 9 milhões participam do PAT.
Ultimas Notas
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SÃO PAULO - Os financiamentos imobiliários cresceram 30% entre os meses de maio de 2005 e de 2006 no Reino Unido, atingindo a cifra de 28,7 bilhões de libras. A maior confiança dos consumidores permitiu esse avanço. Na comparação com abril, o aumento foi de 18% no volume financeiro de empréstimos do gênero.
Por: José Sergio Osse - www.valoronline.com.br
A receita com a prestação de serviços das instituições bancárias cresceu 582% entre 1994 e 2005, saltando de R$ 6 bilhões para 41 bilhões, segundo pesquisa divulgada ontem pelo Dieese, feita com os 50 maiores bancos do país, privados e públicos. Cifra mais do que suficiente para cobrir os gastos com pessoal do setor, que passaram de R$ 23 bilhões em 1994 para R$ 36 bilhões em 2005 , um acréscimo, portanto, de 56,5%. A inflação acumulada nesse mesmo período, medida pelo ICV/Dieese, foi de 168,9%
Por: Publicado em www.valoronline.com.br
SÃO PAULO - A inadimplência de consumidores pessoa física subiu 13,1% no mês de maio, invertendo o rumo de queda observado em abril, quando o indicador nacional apurado pela Serasa recuou 11,4% em relação a março. Na comparação com o mesmo mês de 2005, o aumento da inadimplência desses consumidores foi ainda maior, de 22%. Com os números de maio, o índice já acumula alta de 16,7% nos primeiros cinco meses deste ano.
Por: Publicado em www.valoronline.com.br
Credit card issuers are pulling back from the controversial practice of raising customers' interest rates because of missteps with other creditors.
Under so-called universal default policies, issuers can raise an interest rate if a card holder pays a mortgage or utility bill late, their credit score drops or they inquire about a car loan. Nearly 45% of credit card issuers had universal-default policies earlier this year, up from 39% two years ago, says advocacy group Consumer Action.
Por: Kathy Chu, USA TODAY