I2CREDIT Nº 16
Brasil: Crédito bancário ao setor privado atingiu em maio maior pico desde 88, diz boletim do BNDES
Rio - O crédito bancário ao setor privado atingiu, em maio, o maior pico desde 1988, alcançando 31% do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todas as riquezas do país. É o que revela o boletim Visão do Desenvolvimento, cuja seguda edição foi divulgada hoje (30) pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Por: Publicado em www.agenciabrasil.gov.br
Retirando-se os dados referentes a habitação, em que boa parte dos créditos da Caixa Econômica Federal relacionados a operações inadimplentes do antigo Sistema Financeiro da Habitação foi direcionada, em 2001, ao Tesouro Nacional, observa-se que o resultado de maio é o mais elevado da série desde 1995. A explicação é do superintendente da Secretaria de Assuntos Econômicos (SAE), vinculada à presidência do BNDES, Ernani Teixeira Torres Filho, em entrevista à Agência Brasil.
Para Torres, a tendência é que o crédito ao setor privado permaneça em alta. "Todos os elementos estão crescendo agora no mesmo ritmo do PIB, no mínimo". Segundo ele, a expansão do crédito tem grande participação da pessoa física, mas agora já se generalizou para todos os segmentos do crescimento.
Torres disse que o pior desempenho é o do segmento industrial, mas ressaltou que, embora a indústria apareça com número negativo (-1 ponto percentual) na contribuição para o aumento do crédito bancário ao setor privado, de 1995 até maio de 2006, na verdade, isso significa que o segmento está crescendo no mesmo ritmo do PIB, enquanto os outros estão evoluindo, no mínimo, alguma coisa acima do PIB. "É um processo generalizado de expansão do crédito", acrescentou.
O superintendente da SAE explicou que o crédito tende a se expandir acima do PIB quando as economias crescem muito. "É um ótimo sinal". Para ele, essa expansão pode ser considerada reflexo da política econômica acertada do governo, mas é também reflexo da situação geral do país. "Ou seja, a política econômica está correta no sentido de que não freou a expansão do crédito. O ambiente, por sua vez, mostra que a economia, na medida em que começa a crescer, um, dois, três anos sucessivamente, leva o processo a ir se generalizando, e aí o crédito se alarga".
Torres lembrou que crédito é também questão de confiança e que o fato de as taxas de juros estarem em processo declinante ajuda muito. "A perspectiva da taxa de juros continuar caindo e o fato da fragilidade econômica externa ter sido reduzida de forma violenta levam a crer que a tendência é que esse processo (de expansão do crédito) continue nos próximos meses ou nos próximos anos sem problema", afirmou o economista.
Para ele, o mais importante é a tendência de queda da taxa de juros, porque levará a habitação a se expandir mais rapidamente. As pessoas físicas, que responderam por quase 60% do crescimento total dos financiamentos ao setor privado no período 2003-2006, deverão continuar abocanhando boa parte desse crédito, disse Torres. O segmento é o de maior crescimento "e vai continuar no futuro", acrescentou. Sobre o segmento industrial, ele acredita que a tendência também é de que os dados comecem a ficar acima do PIB.
O boletim Visão do Desenvolvimento é publicado semanalmente pela Secretaria de Assuntos Econômicos do BNDES. A terceira edição deve ser divulgada na próxima quinta-feira(6).
Ultimas Notas
I2CREDIT Nº 16
RIO - O comércio varejista acelerou o ritmo de crescimento das vendas em abril, respondendo ao estímulo da Páscoa, da proximidade da Copa do Mundo e do crédito. As vendas cresceram 1,52% em relação a março e 7,42% na comparação com abril de 2005, no melhor resultado na comparação a igual mês de ano anterior apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) desde março do ano passado.
Por: Publicado em: Tribuna da Imprensa
BRASÿlIA - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ontem, em entrevista coletiva, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou que os bancos públicos se esforcem para que o crédito continue em trajetória de crescimento, sem colocar em risco a saúde financeira das instituições oficiais. Segundo Mantega, Lula determinou também que os bancos oficiais reduzam os spreads (diferença) cobrados nas operações de crédito.
Por: Publicado em: Tribuna da Imprensa
SÃO PAULO - A inadimplência dos consumidores (pessoa física) aumentou 9% no Brasil em junho ante o mesmo mês do ano passado, de acordo com levantamento divulgado ontem pela Serasa. Na comparação com maio de 2006, porém, o movimento foi de queda, de 12,8%. No primeiro semestre, a pesquisa da empresa de análise de crédito constatou aumento de 15,3% da inadimplência da pessoa física sobre os primeiros seis meses de 2005.
Por: Publicado em www.financeone.com.br
SÃO PAULO - As vendas por meio de cheques e crediário apresentaram crescimento abaixo do previsto em junho no País, conforme levantamento divulgado ontem pelo Serviço de Proteção ao Crédito Brasil (SPC Brasil). Na comparação com o mesmo mês de 2005, a alta, de 1,81%, foi considerada modesta pela companhia de análise de crédito. Em relação a maio de 2006, que tem o impacto positivo do Dia das Mães, o desempenho foi ainda mais desanimador, com recuo de 8,61%.
Por: Publicado em: www.fcdlmg.com.br
In recent weeks, revelations concerning the theft of private, personal data on thousands of individuals have stirred an outcry for new privacy legislation. Some organizations have gone so far as to call for the shut down of so-called data warehouses that, as an editorial in one major metropolitan newspaper pointed out recently, serve "no obvious advantage to consumers."
Por: Thomas F. Chapman Chairman and CEO of Equifax