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8 bancos se inscrevem para disputar varejo da China

8 bancos se inscrevem para disputar varejo da ChinaGigantes estrangeiros como Citigroup e HSBC brigam por um mercado de 1,3 bilhão de clientes potenciais e US$ 4 trilhões em ativos
O mercado bancário chinês viveu ontem um momento histórico. Foi o primeiro dia de abertura do setor ao capital estrangeiro. Embora tenham de enfrentar algumas barreiras, as instituições poderão disputar um pedaço do suculento bolo de 1,3 bilhão de clientes potenciais e ativos avaliados em US$ 4 trilhões.

Por: Fonte: O Estado de São Paulo
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Um órgão regulador do sistema informou que oito bancos solicitaram registros para operar como entidades locais na China: Citigroup (EUA), Mizuho (Japão), HSBC (Grã-Bretanha), Standard Chartered (Grã-Bretanha), ABN Amro (Holanda), Singapore DBS Bank (Cingapura), Bank of East China (Hong Kong) e Hang Seng Bank (Hong Kong).

A partir de agora, os estrangeiros poderão operar na moeda chinesa, o yuan, segundo os compromissos firmados para autorizar a entrada da China na Organização Mundial do Comércio (OMC), que ontem completou cinco anos. Até então, só podiam fazê-lo em 20 cidades chinesas, com restrições.

Com a abertura, os bancos estrangeiros receberão o mesmo tratamento dos nacionais, o que vinha sendo esperado durante anos pelas grandes entidades financeiras internacionais, que investiram esforços e muito dinheiro para tomar posições no mercado chinês.

A abertura, cujas diretrizes foram anunciadas no dia 16 de novembro, decepcionou alguns membros do setor, que a consideraram insuficiente, já que impõe requisitos tão difíceis que limitam o acesso de grandes investidores internacionais com uma vocação muito clara para entrar na China.

Para começar, o país favoreceu a criação de filiais, para as quais os bancos teriam de investir um capital de 1 bilhão de yuans (US$ 128 milhões). No caso de parcerias com os bancos chineses, vão precisar de um capital menor e só poderão trabalhar com depósitos fixos maiores que um milhão de yuans (US$ 127 mil), o que reduz consideravelmente seu âmbito de negócio.

"O capital que pedem requer um pulmão financeiro que poucos têm.Os que entrarão já têm, há muito tempo, uma estratégia clara para isso", disse Ramón Gascón, chefe do escritório de representação do banco espanhol BBVA em Xangai.

Além disso, os estrangeiros só receberão a licença completa depois de três anos operando no país e de obterem lucro durante dois anos. O nível de empréstimo requerido para os bancos estrangeiros, que as autoridades situaram em 75% em relação ao nível de reservas, também preocupa os investidores estrangeiros, já que sua pequena rede de filiais os impede de arrecadar grandes quantidades de capital para seus depósitos.

No fim de setembro, existiam 14 bancos estrangeiros (ou de capital misto) na China incorporados ao sistema bancário e outros 73 que tinham filiais no país, dos quais 30% estão concentrados em Xangai, onde respondem por 13% dos ativos financeiros.

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