I2CREDIT Nº 21
Brasil: Insolvência ameaça expansão do crédito
A expansão do crédito bancário dos últimos três anos está cobrando seu preço: o nível de insolvência --atrasos superiores a 90 dias-- dos cinco maiores bancos do país saiu de 6,1% do total da carteira de empréstimos, em 2004, para 7,4% no segundo trimestre do ano.
Por: Sandra Balbi - Folha de S.Paulo
Isso significa que em junho havia R$ 16,9 bilhões com pagamentos atrasados a mais de três meses nessas instituições. Os dados são de estudo do Inepad (Instituto de Ensino e Pesquisa em Administração).
No conjunto do mercado financeiro a insolvência variou de 9,7% para 9,8% do crédito total no mesmo período. "Os bancos expandiram suas carteiras, e a qualidade dos empréstimos caiu, obrigando-os a aumentar seus provisionamentos", diz Edson Carminatti, analista financeiro do Inepad.
Segundo o estudo, foram esses empréstimos de maior risco, e não a inadimplência --atrasos de pagamentos entre 15 e 90 dias--, os responsáveis pela alta das provisões para devedores duvidosos feitas pelos bancos neste ano.
Essas provisões são valores que os bancos lançam como despesa nos balanços para se proteger de perdas futuras. O provisionamento dos bancos, que em 2004 representavam 9% da receita bruta, em junho deste ano chegaram a 14%, totalizando R$ 7,4 bilhões.
O estudo mostra que as duas curvas --a da insolvência e a das provisões-- andam na mesma direção e quase coladas, segundo modelo estatístico que mede a correlação entre dois indicadores. "Há uma correlação de 97% entre o aumento da insolvência e o das provisões dos cinco grandes bancos", afirma Carminatti.
O estudo mostra que os atrasos até 90 dias (inadimplência) voltaram a crescer e atingiram 30% do total da carteira de crédito desses bancos em junho deste ano, totalizando R$ 95,6 bilhões. Em dezembro de 2004 eles representavam 31,7% da carteira depois de terem recuado em 2005 e no primeiro trimestre de 2006.
Para os bancos, o aumento da insolvência é mais preocupante devido à demora em receber e ao custo de recuperação dos créditos via cobrança.
O estudo do Inepad, feito com base em dados fornecidos pelos bancos ao Banco Central, mostra que a modalidade de financiamento que mais sofreu deterioração foi o crédito pessoal, onde se inclui o financiamento à compra de bens.
A insolvência dessa carteira saltou de 9,3% em 2004 para 16% no segundo trimestre deste ano. "O aumento do crédito pessoal elevou o risco dessa carteira e fez crescer a insolvência", diz Carminatti.
Segundo ele, como os bancos aumentaram muito a oferta de crédito nos últimos três anos, é natural que aumente o risco e os indicadores de insolvência e de inadimplência. E, conseqüentemente, os provisionamentos para perdas futuras.
O que chama a atenção é, que enquanto os bancos brasileiros provisionaram em junho deste ano o equivalente a 14% de sua receita bruta, no mercado internacional esse percentual foi de 5,9%.
O aumento do risco das carteiras de crédito deve levar os bancos a rever suas estratégias na área de crédito. "Eles devem destinar mais recursos para outros segmentos, de menor risco como o habitacional, que tem o bem como garantia", diz Carminatti. Na sua opinião, o crédito pessoal e ao consumo devem continuar crescendo, mas de forma mais compassada.
A Folha procurou a Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) para comentar os dados, mas não obteve resposta.
Cultura de crédito
A falta de uma cultura de crédito e de educação financeira da população explicam a deterioração das carteiras de crédito à pessoa física, segundo Carlos Henrique de Almeida, assessor econômico da Serasa.
Do seu lado, as instituições financeiras precisam ter mais critério para conceder crédito e melhorar a qualidade e o risco das carteiras, diz ele. "O juro alto, a dificuldade que as pessoas têm em controlar o orçamento e o endividamento num momento de expansão da oferta de crédito fez aumentar a inadimplência", diz Almeida.
De janeiro a agosto deste ano, a inadimplência no crédito à pessoa física aumentou 14% em relação a igual período de 2005, segundo a Serasa. Almeida vê espaço para expansão do crédito, que deve ser monitorada para acompanhar a da renda.
Ultimas Notas
I2CREDIT Nº 21
O Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Jurídica registrou, em todo o país, um aumento de 8,0% na inadimplência das empresas no acumuladode janeiro a outubro deste ano, em relação ao mesmo período de 2005.
Por: Fonte: www.osasco.com.br
Gigantes estrangeiros como Citigroup e HSBC brigam por um mercado de 1,3 bilhão de clientes potenciais e US$ 4 trilhões em ativos
O mercado bancário chinês viveu ontem um momento histórico. Foi o primeiro dia de abertura do setor ao capital estrangeiro. Embora tenham de enfrentar algumas barreiras, as instituições poderão disputar um pedaço do suculento bolo de 1,3 bilhão de clientes potenciais e ativos avaliados em US$ 4 trilhões.
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Por: Fonte: JB Online
According to Lloyds TSB's research, customers feel that call handlers who use scripts do not listen to their questions properly. A common-sense approach, combined with training, can counter this: "You will achieve the best results when prospects have the feeling that they have been treated like a human being," said John Price, managing director of Price Direct.
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