Uma pergunta que me fazem com freqüência é: O que é, exatamente, recuperação de não-pagos? Minha resposta a esta questão: recobrar os não-pagamentos tem técnica e arte. A primeira parte da resposta - ou seja, que recobrar é uma técnica, não costuma ter contestações, visto que a moderna recuperação de não-pagos é uma atividade altamente técnica que requer uma rigorosa sistematização, algumas ferramentas sofisticadas e alguns procedimentos muito estruturados. Mas a segunda parte desta resposta - que recobrar é também uma arte - pode parecer, para muitos, bastante surpreendente e gerar muitas desconformidades.
A comunicação persuasiva e a negociação efetiva
O que está fora de discussão é a grande importância que tem a comunicação persuasiva e a negociação na hora de realizar as atividades recuperatórias dos não-pagos. Um gestor de cobranças é basicamente um grande negociador. Seu trabalho consiste em chegar a compromissos de pagamento com os devedores mediante uma boa negociação, salvando muitas vezes posturas enfrentadas e superando objeções complexas. Mas para conseguir uma boa negociação deve dominar as técnicas de comunicação persuasiva.
Conseqüentemente o profissional da recuperação deve levar em conta que a comunicação e a negociação são partes fundamentais de seu trabalho cotidiano e que todos os esforços encaminhados a melhorar sua capacidade de comunicação e suas habilidades negociadoras serão sumamente proveitosos. O bom gestor de cobranças procura reciclar continuamente seus conhecimentos sobre comunicação efetiva e negociação já que sabe que o sucesso de suas gestões virá determinado em grande medida por sua capacidade de negociar. Em troca o profissional medíocre manifesta seu desdém pelas técnicas de negociação e atua segundo seus instintos.
Outro fator chave é que o bom gestor de recobranças não apenas é um bom comunicador e negociador, mas também, consegue reduzir o processo de negociação no menor tempo possível, de forma que sua gestão será mais rentável dentro do menor tempo que precise empregar nas negociações com cada devedor (time is money como dizem nos EUA).
A psicologia prática
Também se deve levar em conta o fator humano já que ao negociar com pessoas é necessário utilizar a psicologia prática e a análise da personalidade do interlocutor.
Cada devedor precisa de um tratamento personalizado, já que não se pode dar o mesmo tratamento:
- Ao devedor profissional e para o distraído que passou despercebido pagar no dia do vencimento.
- Ao devedor que se nega a reconhecer o débito e para o que assume a dívida e se desculpa pela falha.
- Ao devedor agressivo e valentão e para o manso e tímido
- Ao devedor intencional e para o devedor acidental
- Ao devedor que atua maliciosamente e para o que tem boa fé.
- Ao cliente preocupado pela situação e para o acomodado
- Ao que assume a responsabilidade e para o que tenta enganar.
- À pessoa racional e para o sujeito emotivo
- Ao devedor realista e ao fantasioso
- Àquela pessoa calada e àquela que não pára de falar
- O técnico em cobrança deve adotar seu discurso a um perfil psicológico e às características pessoais de cada devedor. Graças a esta diferenciação pode-se detectar o ponto fraco do devedor e adaptar o discurso a cada devedor para convencê-lo a pagar.
- A atitude do negociador de cobrança para recuperação de não-pagamentos
A correta atitude do bom negociador de cobranças pode-se resumir nos seguintes pontos:
- O bom negociador de cobranças deve iniciar toda nova negociação com um devedor livre de prejuízos e sentimentos negativos. Em troca deve partir com a atitude mental de que as gestões vão ter resultados positivos e que vai conseguir cobrar em pouco tempo.
- O negociador de cobranças deve ter presente em todo momento que a cobrança de não-pagos não deve ser nunca um confronto direto com o devedor nem deve entrar em discussões estéreis com o devedor.
- A recuperação dos não-pagos deve-se basear na negociação efetiva com o devedor e não no enfrentamento.
- Para conseguir uma boa negociação é necessário utilizar a psicologia, as relações humanas, a comunicação persuasiva e as técnicas especializadas de negociação.
- As boas maneiras, a educação e a gentileza não estão travadas com as gestões de cobrança; o negociador de cobranças deve começar suas gestões sendo educado com o devedor e tratá-lo com respeito.
- Se o devedor não responde sempre e se está na hora de enrijecer o tratamento e mudar o estilo.
Para saber qual deve ser a postura do expert em recuperações podemos nos inspirar na frase favorita de um grande presidente dos EUA, Theodore (Teddy) Roosevelt (1858-1919) que teve seu mandato presidencial de 1901 a 1909 e obteve o prêmio Nobel da Paz no ano de 1906. Teddy Roosevelt, uma pessoa excepcional no seu tempo, facético, grande diplomático combativo - tinha uma frase favorita que utilizava para explicar qual era sua filosofia para convencer as pessoas. Roosevelt sempre dizia: "Speak softly and carry a big stick; you will go far" que no português seria: "fala suavemente mas leva na mão uma estaca, assim conseguirá chegar longe".
Conseqüentemente, ao devedor deve-se transmitir a idéia - e se deve fazer entender - que mais vale negociar amistosamente com o gestor de recuperações já que a alternativa não amistosa é muito pior para ele.
O negociador de cobranças deve começar as ações de cobrança com a mentalidade de que vai conseguir cobrar a dívida, insistir sempre na cobrança e não se dar por vencido, jamais.
O gestor de cobranças deve ter sempre confiança em si mesmo e em sua capacidade de negociar com os devedores, já que a confiança e segurança em si mesmo são as chaves do sucesso.
Nas negociações não apenas tem que saber pressionar o devedor, mas também deve fazer certas concessões no momento oportuno, dosando a pressão com a autorização do devedor de certas vantagens e inclusive de algum tipo de recompensa caso realize o pagamento.
O especialista em recobrança deve saber administrar inteligentemente a velha técnica da pancada e do estímulo para motivar os devedores a darem uma resposta positiva.
A necessidade de agilizar a aprovação dos empréstimos fez com que os métodos de análise de crédito mais automatizados ganhassem espaço. Noventa por cento dos casos, não se pede, aos clientes, documentação para demonstrar rendas.
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Sabe que cartão é mais caro? Com quem é mais vantajoso contratar uma linha de crédito para comprar um carro ou uma casa? Quanto acaba custando os produtos que são adquiridos no sistema de pagamento fixo? Conhecer isto agora é muito fácil, basta saber o Custo Anual Total, o CAT (aprenda bem) de seu crédito. O que é o CAT? Vamos explicar.
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