No primeiro semestre de 2008 o Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física apontou nova alta na inadimplência dos consumidores. Segundo o levantamento da Serasa, uma empresa do grupo Experian, de janeiro a junho deste ano o crescimento da inadimplência foi de 6,1% na comparação com os seis primeiros meses de 2007.
No período de janeiro a junho deste ano, o ranking de representatividade da inadimplência dos consumidores foi liderado pelas dívidas com os bancos, que tiveram participação de 43,2% no indicador. No primeiro semestre de 2007, as pendências com as instituições financeiras representaram 37,9% da inadimplência das pessoas físicas.
Em seguida, com 32% de representatividade na inadimplência das pessoas físicas nos seis primeiros meses de 2008 estão as dívidas com cartões de crédito e financeiras. No acumulado de janeiro a junho de 2007 este percentual foi de 31,1%.
Em terceiro lugar estão os cheques devolvidos. De janeiro a junho de 2008 eles tiveram participação de 22,5% no indicador de inadimplência dos consumidores, menor que os 28,4% obtidos no mesmo semestre de 2007.
O ranking é fechado com os títulos protestados, que no primeiro semestre deste ano representaram 2,3% da inadimplência das pessoas físicas, ao passo que no mesmo período do ano anterior esta participação foi de 2,7%.
Valor médio das dívidas
No primeiro semestre deste ano, as pendências com cartões de crédito e financeiras tiveram um valor médio de R$ 416,15, com alta de 16,4% ante o mesmo semestre de 2007. Já as dívidas com os bancos, de janeiro a junho de 2008 tiveram seu valor médio em R$ 1.375,36, situando-se 8,2% acima do valor obtido nos seis primeiros meses do ano anterior.
Quanto aos títulos protestados, o valor médio registrado no primeiro semestre de 2008 foi de R$ 931,66, com elevação de 10,8% sob o valor apresentado no acumulado de janeiro a junho de 2007. Os cheques devolvidos, por sua vez, tiveram até junho deste ano um valor médio de R$ 645,53, representando um aumento de 6,3% em relação ao valor obtido nos seis primeiros meses de 2007.
Análise
Para os técnicos da Serasa, o crescimento da inadimplência do consumidor, tanto na variação semestral quanto em igual mês (junho 2008/2007), é resultado do maior endividamento da população. Com a evolução do crédito, parte dos consumidores ultrapassou seu limite de endividamento em relação à renda. Este maior comprometimento também pode ser notado pelos valores médios crescentes das pendências financeiras, em todas as modalidades de financiamento.
Além disso, o aumento dos juros e da inflação acabam pressionando ainda mais a renda das famílias, com maiores dispêndios em aluguéis e compra de produtos básicos, determinando menor disponibilidade de recursos para honrar as dívidas assumidas. A continuidade de utilização de formas mais caras de financiamentos, a exemplo do cheque especial, pode estar sendo destinada para o pagamento de outras dívidas e/ou complementação de renda.
Para ilustrar o acirramento da inadimplência do consumidor entre 2008 e 2007, no 1º semestre de 2007 em relação ao mesmo período de 2006 houve uma queda de 1,6% na inadimplência das pessoas físicas. O patamar atual é o oposto, com aumento de 6,1% na relação entre igual período (1º semestre) de 2008 comparado ao mesmo de 2007.
Na outra ponta da transação de crédito, o concedente muitas vezes toma decisões inadequadas no momento em que financia o consumidor, o que também contribui para a inadimplência. Isso ocorre, principalmente, nas empresas menos organizadas financeiramente.
De forma geral, a inadimplência do consumidor ainda não é alarmante, mas merece ser monitorada, considerando-se que adiante há uma perspectiva de crescimento dos preços e dos juros, com menor evolução da renda.
Metodologia
O Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física por analisar eventos ocorridos em todo o Brasil, reflete o comportamento da inadimplência em âmbito nacional. O modelo estatístico de múltiplas variáveis considera as variações registradas no número de cheques sem fundos, títulos protestados, dívidas vencidas com instituições financeiras e cartões de crédito e financeiras.
A Serasa, uma empresa do grupo Experian, é a maior empresa do Brasil em pesquisas, informações e análises econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e negócios e referência mundial no segmento. Participa ativamente no respaldo às decisões de crédito e de negócios tomadas em todo o Brasil, facilitando aproximadamente 4 milhões de negócios por dia, para mais de 400 mil clientes diretos ou indiretos.
Recentemente, o diretor de Administração e Finanças do Sebrae Nacional, Carlos Alberto dos Santos, afirmou que este ano o acesso ao crédito vai crescer muito. De fato isso vem acontecendo. As micro, pequenas e médias empresas estão recebendo mais crédito dos bancos em 2008. Nos três primeiros meses do ano, a expansão de crédito de alguns dos maiores bancos privados do País em direção ao segmento foi maior do que a apresentada pelas grandes empresas, informou a Agência Sebrae.
Como temos observado nos últimos anos, o crédito no Brasil tem experimentado elevadas taxas de crescimento, aumentando por conta disso sua capilaridade na atividade econômica. Neste Destaque tentamos entender o papel do crédito como canal de transmissão da política monetária brasileira.
O mercado Hispânico, a maior minoria de consumidores dos Estados Unidos, representa uma grande oportunidade de negócios para instituições financeiras, incluindo emissores de cartões, de acordo com o relatório 2004 do Monitor de Mercado Hispânico, recentemente divulgada pela Synergistics Research Corp.’s.
O Censo 2000 relatou que os hispânicos totalizam aproximadamente 35 milhões e a previsão é de que em breve eles sejam o maior grupo minoritário nos Estados Unidos. As empresas estão focando o marketing em hispânicos. Eles devem estar preparados para ligações e cartas em espanhol, entendendo as características deste crescimento demográfico no mercado dos Estados Unidos.
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