O mercado Hispânico, a maior minoria de consumidores dos Estados Unidos, representa uma grande oportunidade de negócios para instituições financeiras, incluindo emissores de cartões, de acordo com o relatório 2004 do Monitor de Mercado Hispânico, recentemente divulgada pela Synergistics Research Corp.’s.
Aproximadamente 13% da população dos Estados Unidos hoje - mais de 38 milhões de consumidores - são hispânicos e este mercado espera atingir 22% da população até 2050. Consumidores hispânicos nascidos no país utilizam mais serviços financeiros que os que nasceram fora dos Estados Unidos. Entretanto, diferentemente da maior parte da população dos Estados Unidos, os hispânicos não são um mercado saturado de cartão, afirma William McCracken, diretor executivo da empresa.
Pesquisa nacional e bilíngüe realizada no último ano aponta que dois terços dos respondentes, utilizam algum tipo de cartão: 63% dizem ter VISA, Mastercard, Amercian Express ou Discover card; 31% possuem cartões de lojas de departamento; e 7% têm um cartão para óleo e combustível automotivos. Mais da metade possui armas. Para este mercado, diz McCracken, baixas taxas são mais importantes que prêmios ou atrativos, comparado com o grande mercado global.
A principal razão para um grande número de respondentes não possuir cartão de crédito, citada por 50% dos participantes da pesquisa, é "uma certa relutância" em assumir dívidas. Os emissores têm de usar estratégias específicas para se comunicar com este segmento, McCracken diz: "por exemplo, os emissores podem informar que eles podem solicitar limites menores ou usar o cartão como um recurso em caso de emergência. De outro lado, a segunda razão citada pelos respondentes é que os latinos preferem usar dinheiro ou cheques.
Preocupação com as elevadas taxas cobradas foi a terceira razão citada para não se ter um cartão de crédito, mas o quarto e o quinto motivos para não ter um cartão de crédito, são específicos para este mercado: a questão da documentação foi o motivo citado por 22%. Sobre esta preocupação dos hispânicos, McCracken afirma que muitos bancos já aceitam cartões emitidos pelo governo mexicano, mas eles também precisam informar que os dados bancários não são transmitidos às agências do governo como o INS (Immigration and Naturalization Service).
Além disso, 20% afirmaram que pensam não estarem qualificados para terem um cartão de crédito. Muitos não têm um histórico de crédito, explica McCracken, mas garantiu que um cartão de crédito pode ser usado com um produto introdutório para estabelecer um histórico de crédito. Apenas um quarto dos entrevistados possuía um cartão com seguro para uso imediato, mas 40% deles não manifestaram interesse em usá-lo. Com uma penetração tão baixa, ele aponta que a indústria poderia alavancar esta situação introduzindo o conceito de cartão com seguro e com o tempo ampliar os produtos a aqueles que se qualificassem. O relatório completo sobre o mercado hispânico, incluindo a utilização de uma gama completa de produtos financeiros, está disponível pela Synergistics por 14.500 dólares.
Recentemente, o diretor de Administração e Finanças do Sebrae Nacional, Carlos Alberto dos Santos, afirmou que este ano o acesso ao crédito vai crescer muito. De fato isso vem acontecendo. As micro, pequenas e médias empresas estão recebendo mais crédito dos bancos em 2008. Nos três primeiros meses do ano, a expansão de crédito de alguns dos maiores bancos privados do País em direção ao segmento foi maior do que a apresentada pelas grandes empresas, informou a Agência Sebrae.
Como temos observado nos últimos anos, o crédito no Brasil tem experimentado elevadas taxas de crescimento, aumentando por conta disso sua capilaridade na atividade econômica. Neste Destaque tentamos entender o papel do crédito como canal de transmissão da política monetária brasileira.
O Censo 2000 relatou que os hispânicos totalizam aproximadamente 35 milhões e a previsão é de que em breve eles sejam o maior grupo minoritário nos Estados Unidos. As empresas estão focando o marketing em hispânicos. Eles devem estar preparados para ligações e cartas em espanhol, entendendo as características deste crescimento demográfico no mercado dos Estados Unidos.
No primeiro semestre de 2008 o Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física apontou nova alta na inadimplência dos consumidores. Segundo o levantamento da Serasa, uma empresa do grupo Experian, de janeiro a junho deste ano o crescimento da inadimplência foi de 6,1% na comparação com os seis primeiros meses de 2007.
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