Quinta 09 Setembro 2010
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I2CREDIT Nº 30

A SBS eleva custos para bancos que não avaliam bem os clientes

A SBS eleva custos para bancos que não avaliam bem os clientesSerão incorporados na análise dos créditos de consumo, de hipotecários e para micros e pequenas empresas.
Espera-se reduzir a taxa de crescimento do crédito varejista de 30% para 20% anual.

Por: Luis Corvera Gálvez | El Cronista, Peru
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A Superintendência de Bancos, Seguros e AFP (SBS) publicou hoje o novo regulamento de administração do risco de sobreendividamentos dos devedores varejistas. Uma norma que faz parte das iniciativas que o Executivo vem tomando para diminuir a expansão do crédito e, com isso, o consumo. Para o ministro da Economia, Luis Valdivieso, não é razoável que o crédito continue crescendo a taxas superiores a 30%, deveria ser no máximo 20% ao ano.

Com esse objetivo, de acordo com Jorge Mogrovejo, adjunto de riscos da SBS, no novo regulamento (que substitui o emitido em 2006 e que foi o primeiro em sua categoria) pode-se ressaltar várias novidades. A que chama mais atenção refere-se ao tipo de créditos que serão afetados pelo regulamento: até hoje só se avaliava sobreendividamento para o caso de cartões de crédito, mas agora se amplia aos outros tipos de créditos de consumo (empréstimos pessoais e para automóveis), bem como os hipotecários e os direcionados às micro e pequenas empresas. Com isso, estão sujeitos à regulação todos os créditos direcionados aos consumidores varejistas e, portanto, já não afeta apenas os bancos e financeiras, mas também as caixas municipais, caixas rurais e empréstimos direcionados às pequenas e médias empresas (eram alheias, pois não ofereciam cartão de crédito).

MAIS PROVISÕES

Para garantir a implementação de uma adequada política creditícia, foram ampliadas as sanções aos bancos que são pouco rigorosos ao avaliar a capacidade de pagamento dos clientes. Hoje são punidos com provisões (reservas que menosprezam os lucros das entidades financeiras) equivalentes a 1% dos créditos outorgados, incluindo no cálculo 20% das linhas de créditos não utilizadas para os clientes (algo que só é possível no caso de cartões de crédito). Com o novo regulamento, as provisões que deverão ser feitas subirão para 2%.

Mas embora, o banco continue a ser o que tem absoluta liberdade para definir sua política creditícia, algumas restrições e compromissos estão sendo colocados. Entre outras coisas, obriga as instituições financeiras a avaliar de forma abrangente não apenas para autorizar a linha original de crédito, mas também a cada vez que se vai realizar algum incremento na linha. Além disso, eles também foram obrigados a acompanhar especialmente aqueles clientes que tendem a pagar apenas as somas mínimas de seus cartões de créditos, que exijam cota inicial para os créditos hipotecários aos segmentos de baixa renda, que não eram incluídos nas campanhas de créditos a clientes qualificados em diferentes categorias da normal e que levem em conta a dívida familiar para o caso de créditos a micro e pequenas empresas.

COMO ME AFETA?


De acordo com a SBS, o novo regulamento deve entrar em vigor a partir do próximo ano, pois é necessário que os bancos adequem suas contabilidades e sistemas. No entanto, explica Roberto Cores, especialista da Ernest & Young, é evidente que com as maiores provisões exigidas, os custos para as entidades financeiras serão elevados, portanto, além de serem solicitados mais requisitos aos clientes, os créditos ficarão mais caros. Mas também, é uma norma imprescindível, pois com as atuais taxas de crescimento dos créditos, coloca-se em risco a qualidade da carteira de empréstimos, ressaltou no programa "Rumbo econômico" Juan José Marthans, ex-superintendente da SBS. E mais, para ele esta medida já deveria ter sido tomada no ano passado.

E, embora o SBS discorde de Marthans sobre prazos, o fato é que, com o regulamento anterior, mais de um banco teve problemas com o sobreendividamento.

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