Ele pode escalar montanhas em uma viagem isolada e se dirigir aos caminhos das mais baixas e miseráveis estradas. É o poderoso sinal de celular - e a última esperança para trazer serviços financeiros a quem não tem acesso a bancos.
O pagamento poderia ser grande para as empresas que fornecem estes serviços. As pessoas que estão agora, "sem banco" na China, Índia e Brasil, sozinhas, poderiam gerar US$ 85 bilhões em receitas bancárias até 2015, de acordo com uma estimativa pelo Boston Consulting Group.
Em janeiro, o ICICI Bank Ltd., o segundo maior banco da Índia, lançou um sistema de mobile banking. Já o State Bank of India, que possui mais de 100 milhões de clientes, muitos sem acesso à Internet, foi além, adotou a tecnologia da Telecom Spanco Telesystems & Solutions Ltd., empresa de telecomunicações indiana, e implantou o sistema de mobile banking.
O Banco da Índia, outro banco do setor público, também planeja lançar serviços móveis em breve, para permitir que seus clientes possam fazer transferências, pagar contas e até comprar ingressos de cinema por celular.
Todos, porém, têm de esperar a finalização das normas de procedimentos da Índia para operações bancárias via celular, que o Banco Central da Índia diz que irá acontecer em breve. Alpana Killawala, porta-voz do Banco Central diz que não pode especificar quando seria esse "em breve".
Por hora, então, os bancos indianos estão restritos a oferecer serviços informativos, como extrato bancário e posições ATM.
Killawala enfatiza que o Banco Central apóia as novas tecnologias. Ela cita um projeto-piloto com um grupo de mulheres, na qual a maioria não podia ler nem escrever, em um afastado distrito de Andhara Pradesh, um estado basicamente rural no sul da Índia, e que achou a tecnologia "conveniente para usar".
Dean Tong, diretor administrativo do Boston Consulting Group, disse que a idéia começou a acelerar cerca de quatro anos atrás, parcialmente por acidente. Quando a Globe Telecom Inc. deixou que os usuários de telefones celulares nas Filipinas realizassem transferências wireless de minutos uns para os outros e os consumidores mais pobres transformaram os minutos em uma moeda.
A Globe seguiu a idéia, introduzindo o G-Cash, que permite que os clientes realizem transferências de fundos por mensagem de texto.
O mobile banking pode ser outra área em que os países em desenvolvimento avancem a desenvolvidos, o que muitas vezes é coagido pelos custos altos, pré-existentes para a infra-estrutura. Por exemplo, países como Índia e Camboja, muitas vezes tinham que passar por cima das linhas terrestres em favor apenas da tecnologia de instalação de telefone celular.
Do mesmo modo, é muito mais fácil reforçar a cobertura celular rural do que construir inúmeras agências bancárias para atender um bilhão de pessoas escondidas em áreas distantes. Já, mais de três bilhões de pessoas tem acesso móvel, com os mercados emergentes responsáveis por 85% de novas conexões, de acordo com a GSM Association, um grupo comercial de telefone celular.
Mesmo assim, permanecem os obstáculos para a utilização mais ampla de mobile banking. As operadoras de celular devem ter ampla cobertura para conectar os usuários urbanos e rurais, já que muitas remessas de valores vêm de imigrantes urbanos que enviam dinheiro para suas famílias em aldeias. Também pode ser difícil convencer as pessoas que vivem em aldeias, muitas das quais são novas ao conceito de serviços bancários, que um banco virtual é um lugar seguro para guardar tão suado dinheiro.
"A confiança deve estar lá," disse Tong. "Coloque seu dinheiro aqui, e oh, a propósito, não existe nada de fato lá". "Isto é muito difícil de vender".
A subida de 20 milhões de pessoas para a classe C fez com que ocorresse uma bancarização no País, com o número de contas bancárias quase dobrando entre 2000 e 2007, segundo informou o superintendente de economia da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), Nicola Tingas, no 1º Seminário Semestral da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), nesta quarta-feira (30).
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina no próximo dia 31 decreto que regulamenta os serviços de atendimento ao consumidor (SACs) dos setores bancário, de telefonia fixa e móvel, internet, TV a cabo, planos de saúde, energia elétrica, cartão de crédito e aviação civil.
Segundo o último estudo da Dimension Data, ‘Contact Center Benchmarking Report 2008’, as organizações com os serviços básicos de call centers têm mais possibilidades de conservar sua carteira de clientes.
Poucas pessoas colocariam em dúvida que os empregados nos call centers trabalham sob pressão. Os trabalhadores estão ao telefone por várias horas, tratando com clientes que não estão vendo, alguns dos quais – dependendo da função do centro de chamadas – podem estar furiosos, ou ao menos impacientes. Os salários são normalmente baixos e a rotatividade muito freqüente.
Serão incorporados na análise dos créditos de consumo, de hipotecários e para micros e pequenas empresas.
Espera-se reduzir a taxa de crescimento do crédito varejista de 30% para 20% anual.
Os fluxos mundiais de investimento alcançarão cerca de 300 bilhões de dólares até 2015. Como as empresas de serviços financeiros podem se preparar?
Os psicólogos consideram que as dificuldades econômicas tiram o melhor das pessoas porque faz com que valorizem o que é importante e prescindam do supérfluo, agucem o engenho, peçam para desfrutar de um lazer menos consumista e aumentem o sentido da responsabilidade e da economia.
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