A semana mal havia começado e a Bolsa de Valores de São Paulo amargava queda de 10%, na segunda-feira 29/9. Uma semana depois, na segunda 06/10, a baixa chegou a 15%, mesmo depois da interrupção dos negócios. A crise econômica se arrasta e ainda é difícil prever impactos a longo prazo. Se nas empresas em geral o cenário gera preocupações e se reflete nas demandas dos departamentos de Tecnologia da Informação, imagine como está a rotina dos profissionais de TI do Banco Central do Brasil – órgão regulador do sistema financeiro nacional?
DR - A economia vive um momento turbulento. Como se comporta a TI do Banco Central do Brasil, nesse momento?
Francisco José de Abreu - Ela sofre diretamente os reflexos da turbulência. Há umas duas semanas, o projeto de SMM foi rediscutido em sua ordem de priorização de entregas, agregando outros e novos produtos não previstos, trazidos à discussão como conseqüência direta da crise.
DR - O Banco Central adotou alguma medida de emergência?
Abreu - Dada a característica extremamente sensível, essa questão se refere muito à parte de negócios. Meu foco é TI e não me sinto à vontade para comentar medidas que o Banco está tomando em relação a crise.
DR - Mas, por exemplo, os sistemas utilizados comportam as demandas desses momentos?
Abreu - Os sistemas estão sendo adaptados e têm respondido de forma extremamente positiva aos novos requisitos que tem aparecido nas últimas três ou quatro semanas.
DR - O senhor poderia citar alguma dessas adaptações?
Abreu - Sem entrar em detalhe de qual foi a ação ou qual o dado pedido exatamente, as novas requisições foram solicitadas em cima de novas consolidações de informações e conseguimos responder rapidamente.
DR - A TI fica sobrecarregada em momentos como esse?
Abreu - Existe uma sobrecarga, mas é algo previsto e dentro do escopo definido. Não é nada indevido que possa tirar o sistema do ar.
DR - Que dica você daria, nesse momento, para um CIO em questão de tecnologia para um momento de crise?
Abreu - Não diria que existe uma solução tecnológica que resolva a crise. A TI apóia as decisões que a empresa precisa tomar dentro do cenário em que ela está inserida. Não importa a ferramenta utilizada, mas sim, alcançar o objetivo traçado. Pode até ser sem tecnologia alguma, ainda mais hoje em dia, quando os sistemas tendem a ser cada vez mais abertos.
Independentemente de qual solução você adota, elas se conectam e isso é importante. A conexão e integração, de quer ferramenta que for, precisa ser cada vez mais presente e real para ajudar os negócios.
DR - Independente da crise, como estão os projetos de TI dentro do Banco Central?
Abreu - Existe uma enorme quantidade de projetos. O departamento de TI está organizado em divisões de negócios, onde cada uma atende a uma diretoria específica. Nós atendemos a parte de fiscalização bancária, assim como existe uma divisão para atender a diretoria de câmbio, de administração e assim por diante.
Estamos falando de atendimentos a desenvolvimento de projeto. A infra-estrutura é uma só, da mesma forma que a parte de ferramentas é centralizada para todas as divisões.
As diretorias têm acesso aos sistemas desde que as informações tenham relação, uma vez que tais informações são sigilosas. Tem um critério de acesso, desde que a diretoria esteja relacionada com a informação disponibilizada, ela pode acessar.
DR - Em que projetos a divisão de desenvolvimento de sistemas está trabalhando?
Abreu - Estamos finalizando um projeto de solução para monitoramento de mercado e outras iniciativas voltadas à divisão de negócio. Existem previsões para projetos de documento de risco de liquidez e de rating para essa divisão fiscalização.
De acordo com o diretor-executivo da CSU CardSystem, Wanderval Alencar, os cheques estão cada vez mais perdendo espaço para as negociações com cartões. Segundo ele, nos últimos cinco anos, conforme dados do Banco Central, o declínio dos cheques foi de 35% no total movimentado, enquanto as transações com cartões evoluíram 212%, no mesmo período, informa o site InfoMoney.
SÃO PAULO - As perspectivas da Merrill Lynch para o Brasil pioraram. Na opinião dos analistas do banco, embora não esteja exposto a uma crise sistêmica de crédito, o País também não deve sair ileso dos problemas atuais nos mercados financeiros internacionais.
O desempenho do comércio varejista em julho indica um quadro de acomodação da atividade, com tendência de desaceleração, informou nesta terça-feira o coordenador de Comércio e Serviços do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Reinaldo Pereira. O indicador de junho pode ter sido influenciado, segundo ele, pela alta da inflação no período e pelo processo de elevação da taxa básica de juros por parte do BC (Banco Central), informa a Folha Online.
A Caixa Econômica Federal divulgou nessa quinta (30) algumas mudanças feitas nas regras das operações de microcrédito que realiza com outras instituições de microfinanças que atendem os interessados em tomar esse tipo de crédito. Segundo nota divulgada pela Caixa, foram alterados o prazo para as operações, que subiu de 12 para 24 meses, e o valor máximo a ser tomado, que passou de R$ 5 mil para R$ 10 mil, informa a Agência Estado.
A Federação Latino-Americana de Bancos (Felaban) vai criar um índice para comparar o grau de bancarização (acesso da população aos serviços bancários) dos países do continente. Até o fim do ano, o índice deve estar pronto inicialmente para cinco países, entre os quais, já está escolhido "o Brasil, pela sua importância", informou hoje o presidente da Felaban, Fernando Pozo, em entrevista coletiva promovida pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Os outros países, que ainda dependem de confirmação, devem ser Equador, Peru, Colômbia e Venezuela.
Consultas sobre serviços info@cmspeople.com
® CMS | Credit Management Solutions S.A. | Todos os direitos reservados