A inadimplência de pessoas físicas subiu para 7,8% em novembro deste ano, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo Banco Central, O resultado é o maior desde agosto de 2003, quanto bateu 7,9%, e ficou acima do registrado em outubro.
O spread bancário para pessoa física chegou a 43,6% ao ano em novembro, alta de 3,8 pontos percentuais em relação a outubro. Para pessoa jurídica, o spread foi de 18,3% ao ano no mês passado, alta de 0,8 ponto percentual.
Os juros do cheque especial subiram 4 pontos percentuais em novembro, passando de 170,8% ao ano em outubro para 174,8% no mês seguinte. A taxa do crédito pessoal também aumentou de 57,5% ao ano em outubro para 60,6% ao ano em novembro.
Para o financiamento de veículos, a taxa passou de 34,1% ao ano para 37,6% em novembro.
PIB
O volume de crédito concedido alcançou 40,3% do PIB (Produto Interno Bruto) em novembro, contra 39,6% em outubro. A relação alcançou um patamar recorde. O volume total cresceu 2%, alcançando R$ 1,2 trilhão em novembro. Para pessoa jurídica, o crescimento foi de 3%, mas para pessoas físicas foi de apenas 0,1%.
"Se observa uma continuidade de crescimento no crédito, principalmente no crédito voltado para a pessoa jurídica", afirmou o diretor chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes.
A média diária de concessão de crédito aumentou 4,2%, crescendo 6% para pessoas físicas e 3,3% para pessoa jurídica.
Perspectivas
Segundo Lopes, o volume de crédito deverá crescer 16% em 2009 --a metade da expansão acumulada nos últimos 12 meses, que é de 32,8%. Para 2008, a previsão é fechar o ano com um crescimento de 31%.
"Crescer 16% não é trivial, principalmente em um ano em que você está em recuperação, não é tão baixo", afirmou Lopes.
A projeção é que o volume de crédito alcance 42% do PIB no ano que vem. Para 2008, a relação crédito/PIB deve ficar em 40,5%.
Concessão de crédito deve crescer menos em 2009, diz BC
O volume de crédito deve crescer 16% em 2009, prevê o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes. O percentual é a metade do crescimento acumulado nos últimos 12 meses, que é de 32,8%. Para 2008, a previsão é fechar o ano com um crescimento de 31%.
"Crescer 16% não é trivial, principalmente em um ano em que você está em recuperação, não é tão baixo", afirmou Lopes.
A projeção é que o volume de crédito alcance 42% do PIB no ano que vem. Para 2008, a relação crédito/PIB deve ficar em 40,5%.
Juros
Lopes adiantou dados do início de dezembro que mostram que, até o dia 11, houve um aumento de 0,7% no volume total de crédito, mas uma retração de 1,1% no volume para pessoa física, na comparação com o mesmo período do mês anterior.
Na comparação com o fim de novembro, a taxa de juros geral ficou estável, em 44,1%. Para pessoa física, houve um aumento de 0,8 ponto percentual, alcançando 59,4% e, para pessoa jurídica, redução de 0,2 ponto percentual, caindo para 31%.
O crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) deve ser de 5,6% neste ano e de 2,56% em 2009, de acordo com a Pesquisa de Projeções Macroeconômicas e Expectativas de Mercado realizada mensalmente pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos).
A TNS InterScience realizou uma pesquisa para avaliar o impacto das novas tecnologias de meios de pagamento, como o Contactless (sem contato) e o Mobile Wallet (uso do celular no lugar do plástico), mostrando de que forma elas poderiam contribuir para aumentar o share dos cartões de crédito frente ao dinheiro.
O presidente para a América Latina e o Caribe da MasterCard WorldWide, Richard Hartzell, afirmou que o cheque e o dinheiro vivo irão acabar. Ele esteve no Brasil para dar uma palestra no C4 2008 (Congresso de cartões e crédito ao consumidor), nesta sexta-feira (29), informa o site InfoMoney.
Atualmente, os Estados Unidos e muitos outros países enfrentam uma grande crise econômica cuja origem está no mercado de hipotecas norte-americano.
Mas as crises não são novidade no campo da economia. O pensador Karl Marx (1818-83) formulou algumas idéias sobre crises, medidas de valorização do capital e até sobre o comércio exterior e o mercado de ações, que podem ser encontradas em obras como "O Capital" e "Teorias da Mais-Valia".
Washington - Consumidores que possuem dívidas no cartão de crédito podem esperar uma entrega especial de Natal: novas regras para os cartões de créditos.
Reguladores federais revelarão as novas regras nas próxima semanas com intuito de restringir algumas práticas dos cartões de crédito tidas como injustas ou desonestas.
Os executivos de muitas administradoras de cartões de crédito estão aumentado suas expectativas nas operações de recuperação, uma vez que mais dólares recuperados estão contribuindo para o registro de lucro. Ao mesmo tempo, os desafios impostos aos executivos de recuperação como aumento da inadimplência, baixa coletabilidade em redes de contingência e pouco retorno pela venda de dívidas estão fazendo com que tais expectativas sejam mais difíceis de serem alcançadas.
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