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I2CREDIT Nº 34

Regras mais severas para usuários de cartão de crédito

Regras mais severas para usuários de cartão de créditoWashington - Consumidores que possuem dívidas no cartão de crédito podem esperar uma entrega especial de Natal: novas regras para os cartões de créditos.
Reguladores federais revelarão as novas regras nas próxima semanas com intuito de restringir algumas práticas dos cartões de crédito tidas como injustas ou desonestas.

Por: Ruth Mantell | McClatchy Tribune
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As propostas proibirão as instituições de continuarem com práticas como as de aumentar valores de faturas em aberto, exceto sob algumas circunstâncias; de aplicarem os pagamentos dos consumidores no mínimo mensal, com intuito de maximizar as taxas de juros e de dar aos consumidores um prazo injustificavelmente curto para realizar os pagamentos.

Consumidores têm reclamado muito a favor da redução das taxas agressivas. Eles postarem milhares de comentários na página web da Federal Reserv. "Por favor, impeça as administradoras de cartão de crédito de aplicarem métodos de cobrança injustos... Pessoas honestas necessitam de oportunidades honestas" escreveu Laura White em um comentário na página.

A indústria levanta questões

Enquanto isso, a indústria dos cartões de crédito reiterou preocupação pois as regras prejudicaram suas habilidades no gerenciamento de risco, levando a empresa a aumentar suas taxas ou reduzir o crédito disponível. Meredith Whitney, uma renomada analista e diretora comercial da Oppenheimer & Co., concorda que as regras irão restringir o acesso ao crédito, e recentemente publicou um artigo no Financial Times dizendo que as regras levarão a "consequências severas e não planejadas" de retirada de crédito dos consumidores por volta de US$ 2 trilhões ou 40% das linhas de crédito não utilizadas.

"Com tantos americanos fazendo uso do cartão de crédito como forma principal de liquidez, essa ação teria o mesmo impacto que uma redução de salários", escreveu Whitney.
Ken Clayton, diretor comercial do conselho de políticas de cartão da Americas Bankers Association, espera que o Fed "se mova agressivamente".

"O que vocês verão é uma mudança sem precedentes a forma como os consumidores interagem com as administradoras de cartão de crédito" disse Clayton. "Em um momento de incertezas na atual economia, é importante que todos entendam o impacto total que dessas regulamentações nos consumidores e na própria economia antes que possamos avaliar (se ocorrer) seu sucesso".

Um ponto de impasse é a proposta de proibir as administradoras de aumentar as taxas de juros sobre faturas em atraso. A proposta inicial permite exceções, como quando um pagamento mínimo não é recibido em 30 dias após a data de vencimento. A indústria dos cartões de crédito argumentam que o período de 30 dias é muito logo, posição respaldada pelo Office of the Controller of the Currency, o principal regulador federal dos bancos nacionais, que representa quase 80% dos empréstimos aos cartões de crédito americanos.

"Acreditamos que a restrição proposta é desnecessariamente rigorosa e poderia restringir bruscamente a habilidade dos fornecedores de crédito de reagir à mudanças adversas nas características do risco durante a validade do empréstimo", foi o comentário público do OCC ao FED. "O período deveria ser longo o suficiente para que o pagamento seja feito logo em seguida, como por exemplo cinco dias após a data de vencimento, e antes do início de um novo ciclo de crédito, enquanto a fatura mensal está sendo preparada".

Reguladores em destaque

Chi Chi Wu, advogado membro do Centro Nacional de Leis ao Consumidor, diz que a proteção contra aumento na taxa aumentará a proteção ao consumidor.  "O fim do aumento de taxas em faturas pendentes protege faturas que já foram estendidas," disse WU.  "Se algum cliente representa um risco real, deveriam trabalhar com ele em um plano de pagamento, em vez de afundá-lo cada vez mais".

É provável que a parte principal das propostas iniciais chegará à regra fina, dizem analistas, uma vez que o Congreso tem atrapalhado os reguladores. Em setembro, o Congresso aprovou sua própria versão de reforma para os cartões de crédito por 312 votos a 112.

"A idéia foi de mostrar ao Federal Reserve e à indústria de cartões de crédito que o Congressso está muito comprometido em implantar restrições pertinentes para impedir práticas injustas e abusivas e, se o Fed enfraquecer significantemente sua proposta, haverá uma grande chance do Congresso intervir na mesma," disse Travis Plunkett, diretor legislativo parte da Federação de Consumidores da America.

O Rep. Barney Frank (D-Mass.), presidente do Comitê de Serviços Financeiros do Congresso, disse à advogados dos consumidores em 4 de dezembro que espera a aprovação das legislações para os cartões de crédito. Membro da equipe do presidente eleito Barack Obama, se recusou a comentar sobre o novo cargo de administrador.

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