Segundo pesquisa da Itaucard, faturamento deve superar R$ 223 bilhões em 2008.
Meio de pagamento representa quase 13% do consumo das famílias brasileiras.
O estudo mostra que as mulheres estão entre os grupos que mais planejam o consumo com o cartão, com 56% das suas compras pagas em parcelas sem juros, em tíquetes médios de R$ 213,00. Já os homens parcelam menos, com 46% de suas compras realizadas à prazo, mas possuem um valor médio de tíquete mais elevado, chegando aos R$ 272,00.
Inadimplência
Para o diretor de marketing, o aumento no uso do cartão não tem relação com o aumento nos níveis de inadimplência detectado pelo Serasa. "Hoje as taxas de inadimplência ainda estão em um patamar menor do que há alguns anos, estão em níveis perfeitamente possíveis de se conviver. O uso do cartão e a possibilidade de parcelar o pagamento da fatura na verdade tendem a diminuir essa taxa", afirma.
Para Chacon, o impacto de uma eventual alteração na taxa de juros não tem efeito direto na utilização do cartão. "Ao contrário, na verdade é a inflação prolongada que acaba por gerar mais inadinplência. Normalmente por aqui as pessoas demoram a se adaptar a inlflação mais elevada e mantém os níveis de consumo por algum tempo, o que termina por gerar endividamento, Mas nossa aposta é que o atual pico inflacionário não vai se manter", finaliza.
Faturamento
A expectativa da Itaucard é que o faturamento da indústria de cartões de crédito cresça 23,5% em julho, alcançando R$ 120,7 bilhões no acumulado do ano. Neste mês, se atingiu a marca de 101,7 milhões de plásticos em circulação, responsáveis por 235 milhões de transações no período. Espera-se que a compra média registre aumento de 5,9% em relação a julho de 2007, alcançando R$ 78,8.
Para Chacon, "o aumento do volume de compras parceladas, cujos tíquetes médios são consideravelmente maiores do que nas compras à vista, pode ser apontado como um dos responsáveis por esta diferença na curva histórica de queda do índice".
Regiões
De acordo com o estudo, as regiões Centro-Oeste e Norte lideram o crescimento percentual no país, tanto no volume faturado quanto no total de cartões emitidos no primeiro semestre.
Enquanto as cinco regiões apresentaram crescimento conjunto de 23,2% no faturamento em relação a 2007, a região a região Centro-Oeste cresceu 31,6%, maior aumento percentual registrado no período. Já o Norte teve avanço de 27,1%. Em relação à emissão de cartões, o crescimento foi de 18,3% na região Centro-Oeste e de 21,0% na região Norte, contra 16,9% da média brasileira.
"Apesar do leve desaquecimento da economia, todas as regiões vem crescendo em ritmo consistente, o que levará o mercado a encerrar o ano de 2008 com faturamento 22% maior do que em 2007. Esse movimento abre espaço para o mercado de cartões se expandir em direção à periferia de grandes cidades e ao interior do País", explica o diretor de marketing.
Mesmo com esse aumento, a região Sudeste ainda responde por mais da metade do faturamento previsto para o País - 55,6% -, atingindo R$ 10,3 bilhões em julho. No ranking nacional, São Paulo mantém sua liderança com 30,3% do faturamento. Na seqüência vêm os cariocas, com participação de 15,3% no faturamento nacional.
O valor que será injetado no mercado deverá chegar às mãos das pessoas certas. Esse é o objetivo maior das medidas de redução de tributação anunciadas pelo governo. Para especialistas, agregar poder de compra às classes mais baixas é a estratégia básica para retomar o giro da economia.
Informações divulgadas nesta terça referem-se ao final de 2007.
Visa e Mastercard detêm mais de 90% do mercado, diz órgão.
O aumento do ICI (Índice de Confiança da Indústria) no mês de março foi menos concentrada em determinados setores, como ocorreu nos últimos dois meses, informou hoje a FGV (Fundação Getulio Vargas).
Cerca de 25 mil consumidores já pediram o bloqueio de ligações de telemarketing à Fundação Procon-SP, desde a última sexta-feira, quando o serviço passou a ser oferecido. Ao todo, 46 mil linhas telefônicas foram cadastradas.
A partir de 31 de março, entra em vigor a lei que pune as empresas que fizerem ligações para números telefônicos inscritos no Cadastro para Bloqueio do Recebimento de Ligações de Telemarketing no Estado de São Paulo. Esta lei foi sancionada pelo governador José Serra e publicada no Diário Oficial do Estado em dezembro do ano passado.
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