Quinta 09 Fevereiro 2012
Avanzado
BUSCA DE NOTAS AVANÇADO Palavra chave: Em: De: (MM/AA)Até: (MM/AA)Ordenar por:

I2CREDIT Nº 41

O bom pagador merece crédito

O bom pagador merece créditoNas últimas semanas, o Senado monopolizou o noticiário político e policial do país, numa das mais dantescas sequências de escândalos dos últimos tempos(...)

Por: Ângela Pimenta – Revista Exame
Bookmark and Share
Por isso mesmo, quase ninguém se deu conta de um importante projeto de lei que acaba de pousar por lá - o que cria o cadastro positivo, uma espécie de listagem dos bons pagadores de dívidas. Trata-se da primeira mudança realmente marcante no setor de crédito desde 1955, ano da criação do Sistema de Proteção ao Crédito (SPC). Na época, a fim de evitar calotes, um grupo de empresários gaúchos passou a compilar os débitos dos maus pagadores. Nascia o cadastro negativo. Nas últimas cinco décadas, o sistema tornou-se um banco de dados online de porte nacional, mas seu princípio básico - o de punir os maus pagadores, sem premiar os bons - é o mesmo. A ausência de uma lei para a criação do cadastro positivo, o que levaria os bancos e o comércio a competir e a expandir a clientela, é apontada como um dos maiores obstáculos para a modernização do sistema de crédito e a queda mais acentuada dos juros cobrados dos consumidores.

O projeto, patrocinado pelo governo, tramitou por seis anos na Câmara. Agora, a tarefa dos senadores não é apenas cuidar para que a idéia não seja abandonada em alguma gaveta. É vital corrigir uma série de distorções criadas pelos deputados a pretexto de proteger os direitos do consumidor, mas que limitariam os efeitos positivos da proposta justamente para a parcela mais pobre da população. O projeto deixou de fora, por exemplo, dívidas de até 60 reais, além de contas de água, luz e telefone. Ocorre que, para uma enorme fatia da população, ser um bom pagador é manter essas contas em dia - sem poder mostrá-las, não há como se beneficiar de juros mais baixos em bancos e lojas. O projeto acrescentou também um problema logístico monumental num país com a dimensão brasileira. Um devedor só poderá ser considerado inadimplente se assinar uma notificação especial. Bastaria ao mau pagador burlar o recebimento da notificação para se manter excluído da lista de inadimplentes - ação que, se generalizada, destruiria a confiança nas informações.

Criado nos Estados Unidos no século 19, o cadastro positivo existe em cerca de 40 países, entre os quais a França, Inglaterra, Chile e Argentina. O sistema se baseia na coleta e processamento intensivo de informações de pagamentos pessoais – do cartão de crédito e financiamento de carros às hipotecas. Nos Estados Unidos, três grandes empresas do ramo –Experian e Equifax (ambas com filiais no Brasil) e TransUnion – monitoram as finanças de 200 milhões de americanos. Com base nas informações coletadas, o cadastro gera uma nota de crédito para o consumidor, a exemplo do que agências de classificação de risco fazem com países e empresas. Quanto maior a nota de crédito, menor é o juro cobrado do cliente – e maior é sua capacidade de endividamento. É claro que cada banco ou empresa usa a informação como quiser. A hecatombe do subprime aconteceu porque Wall Street ignorou o alarme contido nos cadastros. “Se os bancos tivessem feito uma gestão de risco adequada, negando crédito a quem não podia pagar, esse fiasco teria sido evitado”, diz Lawrence White, professor de economia da Universidade de Nova York.

O mercado brasileiro peca pelo vício inverso, o do crédito caro e racionado. Os grandes bancos e as redes de varejo são favorecidos pelo fato de poder avaliar sua clientela sem partilhar tais dados com a concorrência. “Hoje um banco consegue reter seus bons pagadores, mesmo sem uma redução significativa das taxas de juro, porque os conhece melhor do que os concorrentes”, diz Aldemir Bendine, presidente do Banco do Brasil. Descrito pelo economista Joseph Stiglitz, que conquistou um prêmio Nobel por seus estudos nesse campo, tal cenário é conhecido como “assimetria da informação”. Umas das partes de uma transação – no caso, os bancos e comércio – sabe mais e, por isso, leva vantagem sobre a outra parte – o consumidor. “Com o cadastro positivo, as instituições financeiras teriam acesso ao histórico de crédito de potenciais clientes e haveria ampliação da oferta e redução do custo do crédito”, diz Henrique Meirelles, presidente do Banco Central. Segundo um estudo do BC, quase 40% do spread bancário – a diferença entre o juro pago pelo banco para captar dinheiro e o que cobra do cliente – se deve à inadimplência. Temendo calotes, os bancos restringem o crédito, cobrando alto pelos empréstimos. Dessa forma o país deixa de aproveitar plenamente o motor do crédito, um dos mais importantes para o crescimento econômico.

Entre todas as reformas econômicas da agenda do governo, a criação do cadastro é a mais simples, pois pode ser aprovada sem alterar a Constituição. Logo, é difícil entender a morosidade em sua aprovação. Depois que a lei for aprovada, o sistema financeiro ainda vai precisar de tempo para se adaptar. Além de cadastrar novos consumidores, os bancos, o varejo e o BC terão de compartilhar informações e padronizar procedimentos, o que pode levar até dois anos. Se quiserem reconquistar um pingo do respeito perdido, os senadores têm uma ótima oportunidade de trabalhar para o país – não só em causa própria.

Ultimas Notas

I2CREDIT Nº 41

Banco do Brasil anuncia aumento de 30% no crédito rural para safra 2009/2010

Banco do Brasil anuncia aumento de 30% no crédito rural para safra 2009/2010 O Banco do Brasil anunciou que vai destinar cerca de R$ 39,5 bilhões para operações de crédito rural na safra 2009/2010. Segundo o vice-presidente de Agronegócios do banco, Luís Carlos Guedes Pinto, o volume é 30% superior ao da última safra(...)

Por: G1- São Paulo

Inadimplência no Ensino Superior de SP atinge maior índice da década em 2008

Inadimplência no Ensino Superior de SP atinge maior índice da década em 2008SÃO PAULO - Em 2008, a inadimplência registrada nas instituições de Ensino Superior do estado de São Paulo foi a maior da década(...)

Por: InfoMoney

Pedidos de recuperação judicial saltam 185% no semestre

Pedidos de recuperação judicial saltam 185% no semestreRIO - Houve 391 pedidos de recuperação judicial entre janeiro e junho deste ano no Brasil, o que representa um salto de 185% em relação aos 137 eventos do tipo no primeiro semestre de 2008(...)

Por: Valor Online

Inadimplência – Risco, oportunidade ou os dois

Inadimplência – Risco, oportunidade ou os doisEm Maio de 2009 foi registrado o maior índice de Inadimplência deste milênio(...)

Por: Guilherme Galdi

Telecomunicações: necessidade do compartilhamento de dados

Telecomunicações: necessidade do compartilhamento de dados	Há uma barreira cultural a ser ultrapassada no setor de telecomunicações: a do compartilhamento de dados. É importante compreender – e isso vale para empresas de qualquer segmento – que a colaboração entre fornecedores faz parte do modelo de concorrência global(...)

Por: Francisco Valim

Crianças: é preciso falar de dinheiro com os filhos?

Crianças: é preciso falar de dinheiro com os filhos?SÃO PAULO - De acordo com a consultora Cássia D´Aquino, uma dúvida sempre preocupa os pais: como e quando falar de dinheiro com as crianças?(...)

Por: Tabata Pitol Peres

Notas Destacadas

2012
CREDIT PERFORMANCE Nº 66
CREDIT PERFORMANCE Nº 65
2011
CREDIT PERFORMANCE Nº 64
CREDIT PERFORMANCE Nº 63
CREDIT PERFORMANCE Nº 62
CREDIT PERFORMANCE Nº 61
CREDIT PERFORMANCE Nº 60
CREDIT PERFORMANCE Nº 59
CREDIT PERFORMANCE Nº 58
CREDIT PERFORMANCE Nº 57
CREDIT PERFORMANCE Nº 56
CREDIT PERFORMANCE Nº 55
2010
CREDIT PERFORMANCE Nº 54
CREDIT PERFORMANCE Nº 53
CREDIT PERFORMANCE Nº 52
CREDIT PERFORMANCE Nº 51
CREDIT PERFORMANCE Nº 50
CREDIT PERFORMANCE Nº 49
CREDIT PERFORMANCE Nº 48
CREDIT PERFORMANCE Nº 47
CREDIT PERFORMANCE Nº 46
CREDIT PERFORMANCE Nº 45
2009
CREDIT PERFORMANCE Nº 44
CREDIT PERFORMANCE Nº 43
CREDIT PERFORMANCE Nº 42
CREDIT PERFORMANCE Nº 41
CREDIT PERFORMANCE Nº 40
CREDIT PERFORMANCE Nº 39
CREDIT PERFORMANCE Nº 38
CREDIT PERFORMANCE Nº 37
CREDIT PERFORMANCE Nº 36
CREDIT PERFORMANCE Nº 35
CREDIT PERFORMANCE Nº 34
CREDIT PERFORMANCE Nº 33
2008
CREDIT PERFORMANCE Nº 32
CREDIT PERFORMANCE Nº 31
CREDIT PERFORMANCE Nº 30
CREDIT PERFORMANCE Nº 29
CREDIT PERFORMANCE Nº 28
CREDIT PERFORMANCE Nº 27
2007
CREDIT PERFORMANCE Nº 26
CREDIT PERFORMANCE Nº 25
CREDIT PERFORMANCE Nº 24
CREDIT PERFORMANCE Nº 23
CREDIT PERFORMANCE Nº 22
2006
CREDIT PERFORMANCE Nº 21
CREDIT PERFORMANCE Nº 20
CREDIT PERFORMANCE Nº 19
CREDIT PERFORMANCE Nº 18
CREDIT PERFORMANCE Nº 17
CREDIT PERFORMANCE Nº 16
CREDIT PERFORMANCE Nº 15
CREDIT PERFORMANCE Nº 14
CREDIT PERFORMANCE Nº 13
CREDIT PERFORMANCE Nº 12
CREDIT PERFORMANCE Nº 11
CREDIT PERFORMANCE Nº 10
2005
CREDIT PERFORMANCE Nº 9
CREDIT PERFORMANCE Nº 8
CREDIT PERFORMANCE Nº 7
CREDIT PERFORMANCE Nº 6
CREDIT PERFORMANCE Nº 5
CREDIT PERFORMANCE Nº 4
CREDIT PERFORMANCE Nº 3
CREDIT PERFORMANCE Nº 2
CREDIT PERFORMANCE Nº 1

Ultima Revista

Dezembro 2011
Setembro 2011
Junho 2011
Março 2011
Dezembro 2010
Setembro 2010
Junho 2010
Março 2010
Dezembro 2009
Setembro 2009
Edições Anteriores Cadastre-se Anuncie na revista Se deseja anunciar em nossa revista, entre em contato com:
Madleine Sprocatti
madi@cmspeople.com
+ 55 (11) 3868 2883
+ 55 (11) 3865 7013
+ 55 (11) 9161 57 57
http://www.cmspeople.com/po/ http://www.cmseventos.com/po/

Consultas sobre serviços info@cmspeople.com
® CMS | Credit Management Solutions S.A. | Todos os direitos reservados

Mapa do Site | Contato

Osmosis Diseño y Comunicación