Bancos cobram juro sobre empréstimo muito superior ao que pagam. Spread médio brasileiro é o maior entre 40 países(...)
Alta dos juros básicos em 2010 não é unanimidade, diz Febraban Juro do crédito cai em novembro e é o menor desde 1995, diz Anefac Na última reunião do ano, Copom mantém de novo juros em 8,75% ao ano Juro do cheque especial tem pequena queda em dezembro, mostra Procon
Em 12 meses de crise financeira global, o chamado spread bancário custou R$ 261,7 bilhões às empresas e consumidores brasileiros, cujo pagamento deve ser feito ao longo de dois anos. Se a diferença entre a taxa de juros cobrada por bancos e financeiras e a taxa que eles pagam para captar recursos (spread) seguisse os padrões internacionais, esse custo cairia para R$ 71,5 bilhões, o que representa uma redução de R$ 190,2 bilhões.
As informações são de um estudo inédito feito por José Ricardo Roriz Coelho, diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Feito com base em dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), o trabalho mostra que o spread médio brasileiro é o maior em um grupo de 40 países cujas metodologias de cálculo dos juros se assemelham à adotada pelo Banco Central do Brasil (média ponderada).
Em agosto, o spread médio cobrado no País era de 26,77 pontos porcentuais, enquanto no Chile estava em 6,04 pontos e na Itália, em 4,39 pontos. O custo mais baixo foi apurado no Japão, onde o spread representava apenas 1,28 ponto porcentual. "Confirmamos o que já é um consenso: o spread brasileiro é uma aberração", afirma Roriz Coelho.
De acordo com ele, mais preocupante que isso é o "gigantesco custo" que o spread representa para os brasileiros. Supondo que todo o crédito concedido no período analisado (entre agosto de 2008 e setembro de 2009) fosse pré-fixado, o trabalho indica que a diferença entre o spread do Brasil e o da média dos cinco países da amostra que constam no Índice Fiesp de Competitividade das Nações (Chile, Itália, Japão, Malásia e Noruega) representa um custo adicional ao país de R$ 227 bilhões. "Isso equivale a 42,6% de tudo o que é investido no Brasil em formação bruta de capital fixo e a 12,3% do consumo das famílias", diz o diretor da Fiesp.
Competitividade
Roriz Coelho admite que a comparação com os países não é exata. Mas argumenta que os números se aproximam bastante da realidade, já que, do montante de R$ 1,873 trilhão em créditos novos concedidos no país entre setembro de 2008 e agosto de 2009, nada menos que R$ 1,405 trilhão refere-se a operações pré-fixadas, o que representa 77% do valor global.
Nesse período, de acordo com o trabalho, os brasileiros pagaram spread médio de 28,4 pontos porcentuais, oito vezes mais alto que o valor cobrado nos cinco países que constam do índice de competitividade da Fiesp, cujo spread médio no período foi de 3,5 pontos porcentuais. Entre todos os 40 países pesquisados, essa média ficou em 7,3 pontos porcentuais
As lojas de materiais de construção vão oferecer financiamentos de até R$ 10 mil, com pagamento em até 24 meses.
A nova linha de crédito, o Crediário Caixa Fácil, foi lançada pela Caixa Econômica Federal na última segunda-feira (14) e conta com recursos que podem atingir R$ 1 bilhão(...)
SÃO PAULO - O mercado brasileiro elevou a previsão para a taxa Selic em 2010, para 10,75%, ante projeção de 10,63% na semana anterior, segundo o relatório Focus, divulgado pelo Banco Central (BC)(...)
Para a ACSP (Associação Comercial de São Paulo), o governo deve ficar atento às MPEs (Micro e Pequenas Empresas) varejistas, para que não sejam prejudicadas por fusões de grandes empresas no setor(...)
Para pessoa jurídica, taxa média é mais de dez vezes a dos EUA; para pessoa física, situação é pior(...)
Consultas sobre serviços info@cmspeople.com
® CMS | Credit Management Solutions S.A. | Todos os direitos reservados