SÃO PAULO - O ritmo de crescimento da atividade econômica do país irá se desacelerar no segundo trimestre deste ano, aponta um indicador de perspectiva medido pela Serasa Experian (...)
Em dezembro, o índice que antevê o comportamento da economia num horizonte de seis meses registrou variação negativa de 0,2%, atingindo o nível de 100,1, após um recuo de 0,1% em novembro.Isso mostra que, ao longo do primeiro semestre, o PIB do país deve manter a trajetória de alta, com o hiato do produto (diferença entre o PIB efetivo e PIB potencial) permanecendo em território positivo.
Porém, de abril a junho, essa diferença deve diminuir. Luiz Rabi, gerente de Indicadores de Mercado da Serasa Experian, explica que, quando o indicador medida pela Serasa está em 100, significa que o PIB efetivo será igual ao potencial. Já quando está acima de 100 e em trajetória de alta, revela que a atividade econômica irá acelerar nos próximos seis meses. Por fim, acima de 100 e em queda, como é o caso do resultado de dezembro, revela que o crescimento da atividade vai desacelerar, com o PIB crescendo menos do que o potencial.
Para Rabi, entre os motivos desse resultado estão o "repique inflacionário no início do ano, que corrói o poder de compra do consumidor; o dólar mais caro do que estava em meados do ano passado, elevando os preços dos importados; a alta dos juros no mercado futuro, que já elevou o custo de crédito em algumas linhas de financiamento; e o fim do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido".
O IPI reduzido para alguns itens da linha branca terminou em janeiro, ao passo que, para veículos, a previsão é de que a medida de estímulo à economia seja retirada ao final de março.
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