BRASÍLIA - O Conselho Curador do FGTS (CCFGTS) aprovou recursos no valor de R$ 6 bilhões, alocados em cotas de fundos de investimentos e debêntures, para uso em projetos de infraestrutura urbana, como a revitalização da Zona Portuária do Rio de Janeiro (...)
"O fundo de investimentos, sugerido por mim e aprovado pelo conselho do FGTS, vai realizar a tão sonhada revitalização do Porto do Rio, uma das portas de entrada da cidade, e mesmo assim uma região muito degradada. Teremos Olimpíadas e Copa do Mundo pela frente, e será importante ter o Porto do Rio novinho em folha para receber visitantes", comentou, em nota, o ministro do Trabalho e Emprego e presidente do CCFGTS, Carlos Lupi.
Os recursos aprovados pela linha estão alocados em cotas de Fundos de Investimentos Imobiliários (FIIs), Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDCs), e já estão com previsão de desembolso a curto prazo pelo agente operador (Caixa), visto que as operações envolvem diferentes formatos, desde a aquisição de debênture emitidas por grandes construtoras até a estruturação de FIDC para possibilitar a participação de empresas com menor patrimônio.
"O FGTS tem atuado de forma a propor soluções para que o setor de habitação gere mais empregos e os recursos hoje aprovados serão destinados a implementação de projetos habitacionais, atendendo às necessidades do setor da construção civil, inclusive operações urbanas consorciadas", explicou.
Os recursos já desembolsados pela linha possibilitaram a produção de 125 empreendimentos em todo o país, envolvendo a construção de 25 mil unidades habitacionais, com potencial de geração de cerca de 200 mil empregos.
O orçamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em 2009 foi de R$ 42,440 bilhões. O valor é 76,86% maior que o de 2008, quando foram investidos cerca de R$ 23,9 bilhões. O maior investimento foi na área de Habitação, com destinação de R$ 30,8 bilhões, um aumento de 80,92% em relação ao ano anterior. Desse total, R$ 16,5 bilhões foram para Habitação Popular, voltados ao crédito para financiamento imobiliário; R$ 2,4 bilhões para o programa Pró-Moradia; e R$ 1 bilhão para o Pró-Cotista.
No ano passado foram direcionados R$ 6 bilhões para aquisição de Debêntures, cotas de Fundos de Investimento Imobiliário (FII) e Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC), além de R$ 840 milhões em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs). Outros R$ 4 bilhões destinado a subsídio à famílias com renda de até cinco salários mínimos. Os investimentos em habitação geraram 1,1 milhão de novos empregos, crescimento de 47,96% em relação a 2008.
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