O que esperar de 2016 após os ajustes na economia?


O que esperar de 2016 após os ajustes na economia? Quais investimentos devemos fazer para aproveitar o provável cenário econômico? Aprenda aqui!

Em 2014, o Brasil parou! O PIB (Produto Interno Bruto), soma dos bens e serviços produzidos no país, apresentou ligeira expansão de 0,1%. Tecnicamente, isso significa que foi um ano sem expansão econômica.

Iniciamos 2015 com perspectivas muito negativas para a economia brasileira, com declarações do novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, sobre a necessidade de ajustes fiscais, o que causará um grande impacto no PIB brasileiro.

As perspectivas compiladas no boletim Focus de 04/05/2015 (emitido pelo Banco Central) apontam para retração de 1,18% do PIB neste ano. Olhando assim, parece que 2015 já era! Que tal pensar em 2016 para, assim, buscar os melhores investimentos do mercado para este período?

A boa notícia é que para 2016 as perspectivas econômicas são mais animadoras, refletindo resultados positivos dos ajustes fiscais e econômicos realizados ainda este ano (parte já está em andamento). Conforme dados do boletim Focus, para 2016 temos as seguintes expectativas:

  • A perspectiva para o crescimento do PIB em 2016, conforme economistas consultados pelo Banco Central é de 1,0%, contra um recuo de 1,18% em 2015;
  • O índice oficial de inflação do governo (IPCA) foi mantido em 2016 com perspectiva de 5,60%, taxa que estaria, assim, convergindo o para centro da meta de 4,5% (para 2015 a expectativa é de 8,26%);
  • Para a taxa de juros (Selic), os economistas estimam que em 2016 ela encerre o ano a 11,50%, apresentando uma queda com relação a taxa estimada de encerramento de 2015, de 13,50%;
  • Espera-se que a taxa de câmbio permaneça elevada em 2016, estando a R$ 3,30 por unidade de dólar norte-americano, enquanto estimam quem encerre a R$ 3,20 em 2015.

Conforme os dados apresentados acima, dá para perceber que os economistas estão otimistas quanto aos indicadores econômicos de 2016, apostando na retomada do crescimento econômico após um período difícil de recessão e ajustes fiscais.

A taxa de inflação retomando o ritmo de queda talvez seja a realidade mais desejada pelos brasileiros, uma vez que ela está longe do centro da meta há alguns anos (entenda melhor a meta de inflação lendo este artigo aqui).

A expectativa de queda na taxa Selic me faz lembrar de uma coisa importante: aproveitá-la enquanto ela está elevada (mais abaixo você verá dicas neste sentido). Já em relação ao câmbio, a perspectiva é que o dólar se mantenha em alta, favorecendo assim o setor exportador e parte da indústria que utiliza insumos fabricados aqui e consegue ser competitiva quando os produtos importados chegam mais caros ao Brasil.

Quais os melhores investimentos pensando em 2016?

Conforme informações destacadas no texto, após a alta da taxa de juros em 2015, a tendência é de queda em 2016, o que favorece no médio e longo prazo investimentos de renda fixa em títulos com taxa pré-fixada, como o Tesouro pré-fixado (LTN) 2018, e em destaque para longo prazo títulos indexados ao IPCA. Aprenda mais sobre Tesouro Direto assistindo este curso online gratuito (clique para detalhes).

Ainda no mercado de renda fixa para curto prazo, devido às incertezas econômicas vale a pena buscar títulos atrelados ao CDI com isenção do imposto de renda para pessoa física, como LCA/LCI e debêntures incentivadas do setor de infraestrutura. Neste link você encontra dicas de LCI e LCA bem interessantes (clique).

Já no mercado de renda variável, com a retomada do crescimento do PIB, diminuição da taxa de juros e ainda a alta do dólar, as ações das empresas que mais se favorecem são as de empresas exportadores de forma geral (commodities e produtos industriais).

O varejo também deve apresentar expansão com a retomada do consumo interno, após a recessão de 2015. Mas atenção: fique bem atento, pois o cenário econômico ainda é incerto, principalmente quanto ao resultado das medidas adotadas em 2015.

Vamos manter olhos abertos para tudo isso e trazer novos insights em novos textos. Até a próxima!

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