Um em cada três moradores da comunidade de Paraisópolis, em São Paulo, está inadimplente, revela estudo inédito da Serasa


Cada habitante da região possui, em média, três dívidas em atraso, o que  representa um valor médio total de R$ 4.083,93. Jovens Adultos da Periferia são a maioria dos negativados. 45,0% dos pequenos empreendedores estão na mesma situação

Segundo estudo inédito da Serasa, a taxa de inadimplência de Paraisópolis, em São Paulo, é de 31,5%, resultado acima do percentual registrado na capital paulistana (24,4%). Isso significa que a cada três moradores da comunidade, um está inadimplente. No país, com 55,6 milhões de pessoas inadimplentes, um em cada quatro brasileiros estão com as contas no vermelho. Ainda de acordo com o Mapa da Inadimplência em Paraisópolis, cada habitante da região possui, em média, quase três dívidas em atraso, o que representa um valor médio total de R$ 4.083,93.

Segundo o superintendente do SerasaConsumidor, Júlio Leandro, a forte concentração de moradores de baixa renda no local, a vulnerabilidade e desigualdade social acabam impactando no número de pessoas inadimplentes. “Por terem um orçamento curto, esses cidadãos possuem dificuldades na hora de pagar as contas, guardar um dinheiro extra para emergências e até mesmo fazer uma poupança para uma compra maior como casa e automóvel. Os recentes aumentos nos produtos, serviços e impostos também acabaram prejudicando ainda mais a renda dos moradores da comunidade”, diz.

A inadimplência dos homens é maior do que a das mulheres em Paraisópolis. Enquanto que 33,4% do público masculino está com dívidas atrasadas, 27,6% das mulheres estão nesta mesma situação. Por faixa estaria, o público jovem, de 18 a 25 anos, possui taxa de 44,0%. O grupo de idade de 26 a 30 anos registrou taxa de 37,9%. Veja abaixo a tabela completa por idade:

O estudo também avaliou a taxa de inadimplência por grupos da população brasileira, de acordo com a classificação do Mosaic Brasil – metodologia de segmentação da sociedade que leva em conta não só a renda, mas também outros critérios, como educação, geografia, demografia, padrões comportamentais e estilo de vida com o objetivo de entender melhor o mercado, a sociedade. De acordo com ele, a maioria (51,3%) dos inadimplentes da comunidade pertence ao grupo “Jovens Adultos da Periferia”. As limitações no acesso à educação e na infraestrutura dos bairros onde moram torna mais difícil a rotina desse perfil de moradores.

Em segundo lugar no ranking, aparece a “Massa Trabalhadora Urbana”, com 22,9%. Segundo a classificação, esse grupo, formado pela massa de trabalhadores com baixa escolaridade e renda, vive em vantagens e desvantagens das grandes cidades como: o acesso ao consumo e à informação e os problemas de mobilidade e alto custo de vida.

A “Juventude Trabalhadora Urbana” aparece em terceiro lugar, com participação de 6,5% na inadimplência. Fazem parte deste grupo jovens, com até 35 anos, em início de carreira, mas ainda buscando aumentar sua escolaridade, que já é superior à dos pais. Eles são otimistas e antenados, com acesso à tecnologia e de olho nas tendências.

Ainda segundo o Mosaic, 45,0% do grupo “Donos de Negócios” estão com dívidas em atraso. Nele estão os pequenos e médios empreendedores que investiram suas economias para abrir o próprio negócio.

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